ZingTruyen.Xyz

𝐕𝐀𝐋𝐔 ✓ • 𝐒𝐓𝐔𝐏𝐈𝐃 𝐖𝐈𝐅𝐄 •

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ThaisHyuuzumaki


Hoje, olha eu aqui de novo, que deli, em?

Então deixa eu explicar algumas coisas aqui super rápido, muitas pessoas querem que a Luiza recupere a memória, mas ela não vai, e por que? Eu tenho uma razão para isso ter acontecido, eu prometo que não decepcionarei. Mas não serei de todo ruim, tudo bem? As coisas vão acontecer, tudo se ajeita, okay? E sobre os tamanhos dos capítulos, eles estão pequenos? Sim, eu sei que estão, mas eu to fazendo o máximo pra poder estar aqui postando rápido e me perdoem, mas é só isso que estou conseguindo escrever por enquanto, esperem minha semana de provas e testes passar e então eu aumentarei eles, mas a história está confusa? Vocês estão conseguindo entender? Se sim, muito bem, se não, paciência.

Era só isso mesmo e CARA MEU DEUS VOCÊS SÃO MUITO FODAS PORQUE MANO EU TO SURTANDO COM OS FAVORITOS E COMENTÁRIOS, VOCÊS SÃO MUITO INCRIVEIS.

Obrigada por tudo, agora vamos ao capitulo, sim?

Dois dias se passaram... Valentina continua me evitando ao máximo, acredita? Eu que deveria estar fazendo isso.

Afinal, foi eu que perdi a memória, eu descobri estar casada com alguém que nunca suportei, eu tenho um filho gerado por mim que eu não lembro, estou numa casa estranha, todas as pessoas que eu conhecia hoje em dia estão casadas e completamente diferentes.

Por que ninguém se põe no meu lugar ao menos um pouco? Por que as pessoas não conseguem entender que eu estou com medo disso? Eu estou vivendo a minha vida como se fosse outra pessoa.

Eu sou uma adolescente que na verdade não é adolescente mais.

O único lado bom nisso tudo até hoje sem sombra de dúvidas é o Leo, esse pequeno é incrível. Ele é tão inteligente, cativante, um amor de garoto. Um filho exemplar, ele nunca responde e sempre obedece quando lhe mandam fazer alguma coisa. Sem contar que nós temos nos divertido bastante. Quando ele volta da escola eu grudo nele como se vida dependesse disso, somente com ele eu me sinto à vontade nessa casa.

Valentina apenas nos observa de longe, eu sinto seus olhares, eu vejo seus sorrisos. Mesmo sem querer demonstrar é nítido o quão feliz ela fica ao ver Leo e eu interagirmos. Acho que ela gosta disso, as únicas vezes que a vejo sorrir são nessas horas ou então quando ela está com Leo.

Mesmo sem perceber eu também tenho a observado, ela parece cansada, suas olheiras – antes invisíveis, hoje estão bem visíveis, bolsas enormes e escuras embaixo de seus olhos. Valentina parece exausta, eu diria que ela não tem dormido bem durante a noite. Mas eu não faço ideia se a culpa disso é minha ou toda essa situação, ou as duas razões juntas.

Ás vezes eu penso se não seria melhor para ela eu ir ficar com meus pais logo de vez, semana que vem eu irei fazer exames para saber mais do que houve comigo e se isso tem volta. Mas e não tiver? Como nós iremos viver assim?

Ela parece estar sofrendo enquanto eu continuo a odiando internamente, mesmo que um pouco menos. Não consigo despertar outro sentimento por ela.

Ninguém consegue viver assim por muito tempo, penso que uma hora ela ficará exausta da minha frieza e irá embora, e se ela decidir levar Leo com ela? Eu não aguentaria viver sem ele, não mais, eu aprendi a amar esse garoto.

Meu filho.

Meu.

Rezo todos os dias para que se caso ela decida ir embora, que deixe pelo menos ele.

É tão confuso e estranho pensar nisso, um filho, eu tenho um filho, eu sou casada, com ela, a pessoa que eu odiei desde muito tempo atrás. Isso é algum tipo de piadinha da vida? Piadinha muito sem graça.

— Mommy!

Volto a realidade ao ouvir o chamado de Leo e suas puxadas frenéticas na barra da enorme blusa branca de basquete do Chicago Bulls que ele me fez usar, Valentina também está usando uma, de cor preta, assim como o próprio Leo que também está usando uma preta. Valentina me disse que é um tipo de ritual que costumamos fazer nos dias de jogos, ela contou que Ian viciou Leo em basquete, e desde então ele tenta nos fazer gostar também. Agora entendi porque tem várias coisas do Chicago Bulls aqui espalhadas pela casa. É sério, no quarto do Leo então tem vários acessórios dos Bulls, como ele mesmo chama o time. Sem contar os diversos moletons deles espalhados por ai.

— Oi, Leo. Me distraí um pouco aqui. – sorrio sem jeito para ele e acaricio seus cabelos. Seus olhos acinzentados estão mais brilhantes hoje. — O jogo começou?

— Ainda não. – ele responde animado, saltitando ele me puxa pela mão em direção ao sofá. Leo fica hiperativo em dias de jogos dos Bulls, anoto mentalmente. — Mama foi buscar nossos nachos.

Mmmm, eu me lembra de sempre ter amado nachos.

Se joga de qualquer jeito no sofá e bate no assento ao seu lado esquerdo, sorrindo eu vou até ele e me sento, logo o envolvendo num abraço de lado. Olho para a televisão e vejo alguns jornalistas fazendo comentários, eles estão falando sobre o jogo que se iniciará em alguns minutos. Leo está com a cabeça deitada entre meus seios e balança freneticamente as pernas, não consigo parar de sorrir, ele parece gostar mesmo de basquete.

— Cheguei, cheguei. – Valentina surge na sala, ela está tão animada quanto Leo ou até mais, pelo visto ele já contagiou ela com relação a gostar de basquete. Eu sei que futebol ela gosta, outra influência de Ian em sua vida também. Disso eu lembro pois Valentina já gostava de futebol na época do colégio. Valentina senta conosco no sofá, do outro lado, Leo fica entre nós duas, ele se desvencilha de mim e estica uma mão de suas mãos para pegar um punhado de nachos. — Lavou as mãos?

— Uhun – concorda de boca cheia e recebe em troca um olhar repreensor de Valentina. Ela parece tão séria agindo como mãe. E essa sobrancelha arqueada deixa ela tão sex... Luiza, não! Balanço a cabeça afim de expulsar aqueles pensamentos absurdos.  — Desculpa.

Ele pede após engolir os nachos que estavam em sua boca, Valentina abre um sorriso e limpa os cantos da boca de Leo que deviam ter ficado sujos com os nachos e o molho alaranjado que os cobria por cima, cheddar. Tina me estende a vasilha redonda com os nachos e eu apenas nego com a cabeça e aponto para a televisão, indicando que vou esperar o jogo começar para só então comer eles, ela concorda com a cabeça e após dois longos dias finalmente sorri para mim.

Temos um avanço.

Eu deveria me sentir tão bem quanto eu estou me sentindo só com esse sorriso dela?

//

Os minutos seguintes foram muito divertidos, mais para Tina e Leo do que para mim, principalmente meu pequeno. Confirmei ainda mais que ele realmente ama esportes, eu não entendia nada, mas aprendi algumas coisas que Valentina e ele me explicavam, ou tentaram. Preferi apenas comemorar do que tentar entender, Valentina parecia feliz em me ver interagindo com eles dois.

Seus olhos estão brilhando outra vez.

Valentina sorriu mais vezes para mim.

— YEAHHH!

Valentina e Leo gritam juntos quando os Bulls marcam outra vez, eu entendi que com aqueles 3 pontos eles já estavam com o jogo praticamente ganho. Valentina fica de pé e pega Leo, o joga em seu ombro e começa a rodopiar, ele ri e comemora, balançando as mãos e os pés. Um sorriso enorme está em meu rosto, é mágico presenciar isso.

Confesso, ela é uma mãe adorável e sempre tenta agradar Louis.

— Vem Mommy!

Leo me chama e antes que eu possa ter reação, sinto Valentina me puxar pela mão e logo meu corpo colide com a lateral do seu. Creio que ela fez por impulso, por estar muito alegre, pois ao se dar conta do que fez e da nossa proximidade, seus olhos se abrem alarmados. Eu estou estática, meu corpo enrijece.

De repente sinto algo estranho, minha visão fica meio embaçada e eu me sinto como se estivesse flutuando. O chão parece sumir por alguns segundos e então... Sou transportada para um tipo de universo paralelo.

//

Mas que porra de lugar é esse?

Olho para os lados, eu ainda estou ali na sala de casa. Procuro por alguém, tento chamar por Valentina ou Leo mas, minha voz não saí, está presa na garganta. Coloco as mãos no pescoço e o aperto levemente, viro o rosto para o lado e quase caio para trás.

Sou eu! Eu estou pulando e comemorando com Valentina e Leo. COMO?!

Ela está com o pequeno em seu braço direito, meu sorriso é enorme e eu abraço Valentina pela cintura, ela passa a outra mão por minhas costas e me puxa mais para perto. De longe parecemos uma família feliz.

Como eu posso estar ali se estou aqui? Que merda é essa!

Entro em desespero, tento me mexer porém meu corpo não obedece, meu cérebro parece não receber comando algum. Estou assustada, apavorada na verdade. O que está acontecendo? Eu quero acordar!

— Beijo! Beijo!

Ouço Leo pedir e bater palmas. Por que a voz dele parece tão fina? E espera... Quando ele cortou os cabelos? Agora pouco estavam grandes. Os cabelos de Valentina também parecem mais curtos.

Então Valentina olha para mim e sorri, seguro seu rosto com a mão esquerda, puxo-o em minha direção e nossos lábios se encontram. Leo se agita e balança as mãozinhas em algum tipo de comemoração. Eu me vejo sorrir em meio ao beijo e sugo o lábio inferior de Valentina, ela me aperta mais contra si e aprofunda o beijo.

Pressiono os olhos e tento balançar a cabeça em sinal de negação.

Isso é um só um sonho é só um sonho.

Só um sonho.

Um sonho esquisito e estranho.

//

— Luiza! – meu corpo é balançado diversas vezes. — Lu!

Meus olhos se abrem e eu sinto como se estivesse voltando a vida, tudo está em seu devido lugar e eu não me sinto mais flutuando. Olho em volta, minha respiração está descompassada, meu peito sobe e desce com rapidez. Eu ouço o palpitar do meu coração em minhas orelhas de tão forte que ele está batendo.

O que diabos aconteceu? 

— Tudo bem, Mommy?

Olho para Leo e só então me dou conta de que seus cabelos estão maiores outra vez, ele ainda está no colo de Valentina e eu ainda estou agarrada nela. Rapidamente me afasto e suspiro, jogando os cabelos para trás e aliso a nuca. Estou suada, minhas pernas estão meio bambas.

— Tudo, tudo sim.

Respondo rápido, minha voz está estranha. Eu me sinto estranha. Sinto o olhar deles em mim mas, apenas não olho de volta. Não quero olha-los no momento, me nego a fazer. Só quero entender o que aconteceu.

Aquilo foi um sonho ou...?

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