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Dean Vives Sheeran
Pov - Dean Vives Sheeran
Como dizer para seu pai que é gay?
Esse era um de meus dramas adolescente, eu estava muito apaixonado por um garoto legal que eu só sabia o nome e me deixava perdidinho. Minhas amigas Mel e Annie me apoiam muito e sabem o que sou e minha história. Filho de uma médica pediatra com um cantor que está fazendo sucesso a cada canção que compõem, a cada single que lança é uma loucura. E acho que é isso que me impede de ser quem quero ser.
Annie diz que está tudo em minha cabeça e por mais que as vezes tenha um paparazzi bisbilhotando a vida do filho único do Ed Sheeran era melhor que deixasse tirar quantas fotos quiser, que isso não afetaria nada na carreira dele. Já que faz mais de seis meses que ele não dá sinal de vida e sim aparece em programa de tevê falando sobre músicas de amor. Enquanto isso eu e minha mãe temos uma vida boa e afastada de toda sua loucura. Minha mãe sabe que sou gay, eu nunca contei, ela sempre soube e por mais que nunca conversamos sobre o assunto é coisa de mãe. Minha mãe é a médica pediatra e trabalha no hospital que as Mães de Mel e Sam são donas, algo assim. Mamãe não tem tempo pra mim últimamente por que passou por um relacionamento bem pesado com uma mulher, pois é, minha mãe namora mulheres também e sabe o que eu acho disso? Nada, ela é minha mãe e eu preciso apoiar suas decisões assim como ela apoia as minhas.
Mas voltando ao relacionamento dela com a senhora Issartel que a deixou bem abaladas do tipo, tinham planos de ter uma família e tudo mais, só que Keana acordou um dia e disse "Lucy, eu trai você com outra pessoa!" Depois disso foi um certo inferno até, mamãe se atolar no emprego, faz plantões atrás do outro e só vem em casa pra saber se estou bem, eu não reclamo por que sei que quando ela está aqui está chorando pelos cantos. E eu até prefiro assim, Keana acordou com toda a felicidade que mamãe tinha.
Agora estava chegando na escola eu tinha um encontro às escondidas com Drew Donovan, ele que marcou e como sou muito trouxa estou indo até às arquibancadas atrás do colégio.
_ Então quando vai falar com seus pais? - ele pergunta ansioso pela minha resposta.
Havíamos conversado sobre isso na semana passada, mas eu estava adiando ao máximo.
_ Eu não sei quando tomarei coragem pra falar com minha mãe e meu pai não o vejo a meses. - ele assentiu.
Drew parecia mais tranquilo que eu, mas para um lado sua tranquilidade era só na minha frente. Ele tem um irmão muito mente fecha e isso não iria ser coisa boa.
_ Eu vou contar hoje para meus pais, meu irmão sabe e fica me ameaçando de contar então vou só terminar com as ameaças e encarar de frente o velho. - eu não havia gostado daquilo.
Drew era um garoto muito legal jogava futebol, era um dos melhores depois capitão do time, tirava notas altas para não receber bronca em casa, seu sonho era ser médico ou jogar de futebol americano. Qualquer uma das duas coisas estava ótimo pra ele, não tinha nenhuma pinta de ser gay ao contrato de mim que as vezes deixava a purpurina cair, segundo Annie.
_ Mas e se algo der errado acontecer? - não escondo minha preocupação.
Eu conhecia a família Donovan a única que se salva é a senhora Abby que é muito gentil e sabe muito bem o que acontece com o filho, só que nunca conversaram sobre. E é nisso que está meu medo.
_ No máximo uma surra eu espero do meu pai. - isso já foi o suficiente para que meu medo ficar mais visível a ele.
_ Então não diga nada! - ele negou com a cabeça e teve a coragem de achar graça quando eu bufei de irritado.
_ Você fica muito lindo quando fica irritado! - revirei os olhos e ele quebrou a distância entre nós. _ E eu quero beijar você, agora!
Confesso que fiquei surpreso com aquilo, nós nunca havia chegado a esse ponto, no máximo foi um selinho no vestiário super rápido. Mas agora eu só me deixei levar e aqui estou sendo beijo pela primeira vez, isso é tão gay.
_ Você confia em mim vai ficar tudo bem, só quero ser, eu! - estava tão zonzo que só assenti.
Ficamos embaixo daquela arquibancada por algum tempo até que ouvimos alguns garotos do time chegando e resolvemos irmos cada um para seu canto e grupinho social. Meu dia séria bem longo, terei que me ocupar de muitas coisas para passar rápido. Quando cheguei nas escadas em frente a escola fiquei esperando as meninas que pareciam demorar uma eternidade para chegar.
De onde eu estava pude ver os garotos populares da escola Caio McCall, Drew e outros garotos que estavam rodeando de garotas, eles acham que tem um rei na barriga principalmente o Caio que era o que se achava mais e fazia bullying com todos.
_ Que cara é essa Vives? - levo um pequeno susto quando Melissa chega se jogando em cima de mim e me beijando e apertando. Apenas mostrei um sorriso sem graça.
_ Aposto que não recebeu um Bom dia do Mc marombado depois da gripe. - revirei os olhos assim que ouvi a voz tão debochada de Annie. _ Por que eles tem que ficarem rodeados de garotas e elas parecem pererecas no cio. - ela diz se jogando em cima de mim.
_ Aí, Poha isso doeu! - me afasto de Annie que tinha o costume de apertar meus mamilos. _ Bom dia pra vocês! - arrumando minhas roupas.
Não eram nem 7:30 da manhã e ela já estava a todo vapor fiquei mais irritado que o normal.
_ Oi. Dean! - olho para a garota que parou a minha frente que me abraçou apertado e beijou meu rosto.
Isso que era ser gente de manhã cedo e não igual a essas duas louca.
_ Oi Samuca... - disse beijando seu rosto.
Sam havia evoluído bastante nessa ida para Los Angeles, por mais que tivessemos contatos, alguns laços nada mudou quando ela chegou, nós sentamos e conversamos com se nada tivesse acontecido.
_ E aí, gente o que temos pra hoje? - Mel perguntou para nós.
Eu não disse nada sobre o que havia conversado com Drew só dei ombros.
_ Eu não vou nem me assumir pra minhas mães, elas já são lésbicas mesmo só vou convidar a garota para ir lá em casa… - olhamos para Annie que tinha olhar perdido em algum lugar, ela estava diferente.
_ Pobre garota que namorar com você… - não terminei de falar e levei um tapa na testa.
Mel e Sam começaram a rir de mim enquanto começava uma pequena discussão com Annie que só fazia apontar dedo e soltar piadinhas fazendo as duas hienas ao meu lado gargalhar.
_ ANNIE!!!
Uma garota começou a chamar Annie que parou de bater boca comigo e olhar para ela. Mel e Sam pararam de rir para olhar a garota que vinha até nós sorrindo abertamente, ela era muito linda loira dos cabelos lisos, baixinha, o sorriso era encantador e vestia um vestidinho preto muito lindo e um par de sapatilhas da mesma cor. Olhei para Annie que estava rindo feito uma otária para a garota, então era por isso que ela comentou sobre uma namorada?
- Quem é ela? - olhei para Sam ao meu lado que fazia uma careta.
_ Annie tem outra Crush... - debochou Mel em voz alta.
_ Cala boca, Danvers. - Sam falou sem olhar para a irmã que voltou a rir.
_ Vai se acostumando com isso, Annie é tipo de pessoa que Crusha tudo e não sabe o que quer.
Voltei minha atenção para Annie e a garota que estavam bem proximas uma da outra e pareciam conversar sem notar nossa presença. Até que Annie pegou a mão dela e veio até nós a garota sorria pra nós como se nós conhecesse.
_ Vocês não lembram de mim? - ela disse olhando para Sam e depois para Melissa que negaram com a cabeça, depois olhou pra mim, eu sinceramente nunca nem vi. _ Ni, eu te falei que não iriam lembrar! - a garota se abraçou em Annie fazendo cara de cachorro sem dono.
Opa, opa, opa! Ni?
Quanta intimidade em minha filha? Eu abri a boca para falar, mas nada. Olhei para Sam que resmungou algo e Mel fez uma cara de super de "Hey, solte minha melhor amiga!"
Por que elas são assim?
_ Não fica tristona, não! - quando ouvi a voz de Annie toda cheia de dengo e presenciei um beijinho na testa também fiz careta.
_ Okay, quem é você e o que fez com nossa amiga? - falei chamando atenção das duas que estavam em uma bolha só delas.
_ Pessoal quero apresentar a vocês minha amiga e linda Victoria, ou melhor, Vicky Cotter-Debman! - apresentou a garota que sorriu e corou da cabeça aos pés.
_ VICKY!? - ouvi as irmã Danvers Luthor falarem boquiabertas e por um tempo busquei na memória para lembrar quem era ela até que lembrei do acampamento e de uma coleguina que brincava com nos que se chamava Victoria que Sam e Mel viviam discutindo sobre brincar com a menina. Eu sorri para as duas e fui cumprimentar a loira que era super simpática e corava por qualquer coisa. Mel fez o mesmo que eu, já Sam estava com uma cara fechada mas não deixou de ser educada com Vicky que a cumprimentou simpática e cheia de sorrisos. No final não nos falamos muito por que o sinal soou e cada um foi para sua aula.
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