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Victoria "Vicky" Cotter-Debnam
Pov - Victoria "Vicky" Cotter-Debnam
Minha vida sempre foi normal na medida do possível, mas tudo mudou quando meu irmão Jared sumiu da noite para o dia e tudo mudou, éramos só nós dois nosso país morreram quando eu tinha 2 anos e Jared me criava como podía. Ele me deixava na casa dos Malik's nós víamos nos fins de semanas por que ele trabalhava com algumas coisa muito estranha por que toda vez que ele vinha me visitar a tia Tris não o deixava me ver muito por que ele e Zayn estavam envolvidos em problemas grande. Então ela cuidou de mim por algum tempo até que um dia a polícia chegou até nós e disse que Jared havia sido encontrado morto na fronteira do México e Zayn havia sido preso por envolvimento em um sequestro de menores. Até esse dia ficou tudo bem, mas em um dia tudo mudou. Eu estava na escola onde me apresentarem uma moça que trabalhava para o estado, isso foi o que ela disse. Não lembro muito bem mas depois desse dia eu nunca mais vi tia Tris e fui encaminhada para um orfanato que tinha crianças que nunca havia visto na vida.
Eu não sabia o por que de estar naquele lugar e nem por que tia Tris não tinha ido me buscar. Foram muitos dias naquele lugar até que em um dia, que saí para o pátio pela primeira vez, me sentia sozinha por não ter ninguém comigo. Então ficava o mais afastada das outras crianças e foi num dia desses que uma moça de olhos azuis iguais os meus prestou atenção em mim naquele mar de crianças. Ela estava acompanhada de outra mulher de cabelos negros e olhos verdes, elas fizeram de tudo para que eu falasse com elas, fiquei até zonza de tanto que fizeram perguntas. Mas a última me pegou de surpresa, a que fez meus coração pular e sorrir pela primeira vez desde que havia entrado naquele lugar.
Elas queriam ser minhas mães e queriam saber se eu queria ser filha delas. Eu não lembro muito bem, mas depois daquele dia se passarem uma semana e três dias e as Senhoras Cotter-Debnam foram me buscar, fui adotada por Alycia e Eliza, minhas mães. Com o tempo foi difícil me acostumar com elas, chama-las de mãe era difícil. Mas com Eliza era mais fácil por sermos um pouquinho parecidas comigo e sempre fazer minhas vontades e Alycia era mais séria com certas coisas e fazia de tudo para que eu aprendesse muitas coisa. Eu encontrava coisa nela que não achava em Eliza e quando fiz onze anos eu pedi para elas me contarem o que tinha acontecido com minha antiga tia Tris e por que eu havia ido parar naquele lugar cheio de crianças.
Elyza não quis tocar no assunto, mas Alycia me disse que a senhora que cuidava de mim tinha falecido no dia que tinha me deixado na escola e um vizinho tinha visto um barulho estanho no apartamento e foi conferir. Naquela noite eu não consegui dormir e quando consegui tive pesadelos com Jared, Zayn e Tris. E foi a primeira vez que chamei Elyza de mãe. Depois disso aconteceram só coisa boas fiz novos amigos em uma escola que fui matriculada, por que desde que tinha chegado em Londres tinha aulas em casa, coisa de Alycia que tinha extintos protetores sufocantes quando queria era até motivo de briga entre ela e Elyza, elas nunca faziam isso em minha frente mas eu percebia.
Aos treze anos ganhei meu primeiro celular e computador onde pude ter uma vida virtual e reconhecer Annie em uma foto de perfil no Facebook e foi tipo encontrar algo perdido no meio de tantas coisas desconhecidas. Também pedi para praticar aulas de artes marciais mistas o que fez Elyza surtar por duas semanas, mas Alycia adorou a idéia e começou a me acompanhar e todas aulas possíveis por que seu trabalho as vezes a sobrecarrgava.
Hoje eu tenho 16 anos e sou super independente de algumas coisa e outras nem tanto. Não sou patricinha, ódeio popularidade e sou muito na minha. Estou um pouco tensa hoje por que estou indo para Miami com mãe Elyza, tudo essa mudança foi por que minha outra mãe Alycia recebeu uma proposta de trabalho irrecusável e nós apoiamos isso super de boa. Quero dizer eu tudo bem já Elyza...
_ Filha estamos quase embarcando desligue seu celular. - ela me chama fazendo com que eu parasse de digitar.
Estava conversando com Annie desde que acordei pela manhã, ela não parava de mandar mensagens e no final de cada mensagem mandava um emoji de como estava ansiosa. Olhei para minha mãe que parecia um pouco impaciente tudo por que dona Alycia havia feito algumas coisas que fugiram dos planos delas e acabou em uma discussão via Skype ontem a noite.
_ A senhora está brava com a mamãe ainda? - pergunto. Ela abre a boca para falar mas logo nosso vôo foi anunciado e passemos pelo portão de embarque.
_ Até que enfim sentamos. - havíamos acabado de entrar no avião, econômica, povão. _ E respondendo sua pergunta, não meu anjo, a gente conversou bastante essa manhã e não se preocupe foi só um mal entendido. - ela beijou minha testa e colocou o sinto.
Depois de algumas informações de segurança a aeromoça começou a distribuir garrafinha de água e antes que minha mãe pegasse eu peguei uma e tomei junto com um comprimido para enjôo. Eu odiava viajar de avião ou principalmente entrar em helicóptero minha última experiência com mãe Ally foi horrível. Algumas horas depois finalmente chegamos em território americano, mas não em Miami e sim em NY onde tive alguns minutos para mandar mensagens para Annie. Eu estava ficando ansiosa, seria a primeira vez que nós iríamos nos ver depois de anos. Só nós conhecemos por fotos e vídeos chamadas.
_ CASSETE... PORRA... CARALHO... E... QUE ME PARIU... - não consegui me segurar quando ouvi aquele monte de palavrões e solte uma gargalhada no meio do saguão do aeroporto. _ COTTER-DEBNAM? ESTOU AQUI!
Minha mãe arregalou os olhos procurando de onde vinha tantos insultos enquanto eu procurava a voz de Annie.
_ Não me diga que aquela é a Annie Marie? - olhei para minha mãe que apontou para uma garota morena de quase 1,80 e com uma plaquinha escrito.
"COTTER-DEBNAM"
_ Sim, é ela! - disse soltando minha mala e corri para o abraço. _ Caramba, você é muito alta! - disse quendo pulei nela abraçando com braços e pernas.
_ Você que é mais baixinha que o normal! - Annie me abraçava com muita força. _ E mais bonita pessoalmente! Sam que me desculpe, mas tenho uma nova crush. - eu soltei uma gargalhada um pouco escandalosa e resolvi descer do colo dela tinha muita gente olhando e eu estava corando vergonhosamente com o que ela havia acabado de dizer.
_ Nossa, obrigada pelo elogio... - ficamos nos encarando por sem parar de sorrir. _ E você é uooou!
_ Fazer o que, eu sou produtos Olsen Leigh nunca decepcionam. - ela disse sorrindo sem jeito.
Eu fiquei sem palavras pela garota que estava em minha frente a Annie que estava nas fotos era muito diferente do que pessoalmente, acho que ela tem costume de tirar fotos muito zoadas e me enviava. Mas a que está aqui em minha frente é totalmente diferente, é linda de morrer.
_ Espero que não seja a namorada da minha filha! - arregalou os olhos assim que ouvi a voz de mãe Alycia.
Virei para vê-la e ela estava abraçando mamãe que a deu um tapinha no ombro, olhei para Annie que parecia tensa ao meu lado e até se afastou um pouco de mim.
_ Desculpas pela minha ousadia, senhoras Debnam's! - estendeu a mão para minha mãe que aceitou.
_ Prazer. Annie não é? - pergunta sem soltar a mão de Annie que assentiu sem desviar o olhar. _ Certo, sem intimidades!
_ Alycia, elas estão se vendo pela primeira vez depois de anos então pega leve, amor! - mamãe a repreende. _ Vamos?
Mamãe pega uma de suas malas do chão enquanto as outras estavam em uma carrinho que mãe Alycia estava empurrando. Ela estava muito séria e isso tem a ver com Annie tenho certeza.
_ Você quer comer alguma coisa? - Annie cochichou em meu ouvido e passou o braço por cima de meus ombros. _ Eu posso te levar em casa depois. - assenti sem nem pensar duas vezes.
Annie sorriu e beijou meu rosto me fazendo corar e nesse momento mãe Alycia olhou pra nós que estávamos mais atrás e semicerrou os olhos e eu acelerei mais o passo puxando Annie. No estacionamento foi uma uma briga entre minhas mães, uma deixou eu ir e a outra não acabou que mãe Elyza deu a última ordem e me liberou para almoçar com Annie e elas foram para nova.
_ Eu estava urinando nas calças com o olhar da sua mãe, imagina se eu fosse te pedir em namoro? - parei de comer meu hambúrguer para encara-la.
_ Ela te mataria ou te jogaria da ponte que ela está fazendo. - Annie fez uma careta.
_ Ela é muito protetora, eu não vou te sequestrar ou algo do tipo. - falou.
_ Pois é, mas acho que isso tem a ver com meu passado e de onde eu fui parar até elas me adotarem. - comentei ao lembrar do meu meu passado.
Eu não lembro muito do meu irmão e quando tenho sonhos todos eles, Jared está de costas pra mim e às vezes tinha pesadelo com Tia Tris e Zayn.
_ Você ainda tem pesadelo com a senhora que cuidava de você? - neguei e tomei um gole de suco.
_ Não... - menti mas ela percebeu e não quis insistir.
_ Terminou? - pergunta quando percebeu que não queria mais comer.
_ Sim, vamos!
Saimos da lanchonete que ficava em frente de um shopping que Annie insistiu que eu tinha que conhecer o que nos tomou umas boas horas até que minha mãe Alycia me ligou perguntando onde eu estava e por que não estava em casa ainda. Então tivemos que ir para casa, e com o endereço que ela mesma enviou por mensagem.
_ Só pode ser muita coincidência do destino. - Annie disse lendo o endereço. _ Você vai morar no mesmo bairro que eu, na rua de cima. - nunca sorri tão grande na minha vida.
No caminho ouvimos músicas que ela escolheu por ser a que estava no volante, e acho que nunca babei tanto na minha vida, a voz dela era tão linda e quando percebia que eu estava a olhando parava de cantar. Ela puxou assunto e disse que não havia comentado com Sam, Mel e Dean sobre minha volta e que queria fazer uma surpresa. Eu acho que estava apaixonada e não estava sabendo lidar.
_ Chegamos! - ela disse estacionando o carro em frente a uma casa enorme de dois andares toda banca.
_ Quer entrar? - perguntei olhando para ela que torceu o lábio.
_ Depois de ser quase dissecada com o olhar da sua mãe é melhor eu ir embora. - nunca fiquei tão sem graça por aquilo.
_ Nossa, mil desculpas por aquela hora. - disse tudo de uma vez só e no impulso beijei a bochecha mas ela virou um pouco o rosto fazendo com que beijasse metade da boca dela. _ Aí, me desculpa...- pulei pra fora do carro fechando a porta com pouco de força. Estava com tanta vergonha que tinha até esquecido meu nome.
_ Tchau! - ela gritou. _ E Vicky? - parei no meio do gramado e olhei pra ela. _ O próximo a gente se sai melhor!
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