ZingTruyen.Xyz

𝐕𝐀𝐋𝐔 ✓ • 𝐒𝐓𝐔𝐏𝐈𝐃 𝐖𝐈𝐅𝐄 •

29

ThaisHyuuzumaki


Eu olho para o teto, sentindo as carícias dela na ponta de minha barriga. Olho para baixo, os olhos dela brilham. Valentina parece concentrada em alisar minha barriga. Sorrio, conheço aquele olhar. Ela tem me dado ele por muitas vezes durante esses meses, ele carrega diversas emoções. Mas acima de tudo, admiração e ansiedade.

– Você quer que seja o que? – Pergunto, com os dedos da mão direita eu jogo os cabelos dela para trás, tirando as mechas que caiam em seu rosto. – Menino ou menina?

Valentina para de acariciar minha barriga, nossos olhares se cruzam. Ela fica um tempo apenas me olhando, depois um sorriso vai surgindo em seus lábios ao pouco. Ela olha para a circunferência cada vez maior em minha barriga.

– Eu quero muito uma menina, você sabe disso. – E era verdade, quando eu descobri estar grávida, Valentina ficou um dia inteiro falando que queria uma menina. Na verdade ela fala isso desde muito tempo. – Mas tenho certeza que é um menino.

– O que te faz ter tanta certeza assim?

Pergunto, sorrindo brincalhona. Valentina estica o pescoço e sela seus lábios em minha barriga.

– Intuição. – Diz sem desgrudar os lábios de minha pele. – Eu sinto que vai ser um garotão lindo.

– Intuição? Interessante. Agora, será que é pedir demais um pouco de atenção para a minha esposa? Sabe, ela gosta mais da minha barriga do que de mim.

– Uh... – Valentina fica em seus joelhos, depois aos poucos paira sobre mim. Tomando o máximo de cuidado para não colocar peso em minha barriga. – Que esposa ruim eu sou.

– Não, na verdade você é a melhor. – Coloco as mãos em sua nuca. – É só que eu estou carente de você.

– Você está? – Pergunta depositando beijos em meu queixo. Eu suspiro e aceno com a cabeça, Valentina vai subindo a boca até chegar em minha orelha. – Eu te amo, Lua. Muito, muito mesmo.

O sorriso em meu rosto some, sinto algo se remexer dentro de mim. Valentina se afasta um pouco de mim e me olha preocupada. Eu realmente senti o bebê se mexer?

– Valentina.

– O que foi? Está sentindo alguma coisa?

– Amor, acho que o bebê se mexeu. – Ela arregala os olhos e depois olha para baixo. – Fala de novo, acho que ele gosta da sua voz.

Valentina volta a se deitar entre minhas pernas, apoiando seu peso em seus cotovelos.

– Oi, pequena estrelinha. Você pode me ouvir?

– Oh meu Deus, Valentina, sente. – Pego sua mão e coloco em minha barriga, no canto direito onde o bebê está chutando um pouco. Confesso, é dolorido, mas é tão mágico. É a primeira vez que nosso filho se mexe. – Eu acho que ele gosta de você.

– Oi, filho. Aqui é a mamãe, Valentina. Você gosta da minha voz? – Valentina está emocionada, é perceptível em sua voz que ela está quase chorando. – Sua mamãe Luiza e eu não vemos a hora de poder olhar no seu rostinho, sabia?

Valentina olha para cima, seus olhos cheios de lágrimas. O brilho de felicidade, o enorme sorriso em seus lábios. Sorrio, sinto o coração acelerar dentro de meu peito. Não me arrependo de ter desistido da minha carreira para gerar o nosso filho, porque ver o amor da minha vida feliz dessa forma, fez tudo valer a pena. E a minha meta é fazê-la feliz.

Farei tudo que estiver ao meu alcance para vê-la sorrir dessa forma.



Abro os olhos, pisco algumas vezes por causa da claridade ali. Meu corpo parece pesado, estou um pouco ofegante. Zeus! O que acabou de acontecer mesmo?

Eu sonhei ou lembrei de quando estava grávida do Leo?

Sento-me no colchão, passo as mãos no rosto. Elas estão geladas, meu coração ainda bate descompassado no peito. Olho para o lado e não vejo Valentina, apenas o cobertor bagunçado deixava a prova de que ela esteve ali noite passada. Inspiro e expiro algumas vezes para controlar as batidas de meu coração.

Não posso acreditar que lembrei de estar carregando meu pequeno. Foi como se eu estivesse lá de verdade, eu juro que até senti os chutes que ele estava dando. A sensação foi indescritível.

– Amor, você acordou. – Olho para a porta, por onde uma Valentina com uma enorme bandeja de café da manhã em suas mãos adentra a casa na árvore. Sinto as lágrimas escorrerem por minhas bochechas. Ela coloco a bandeja na ponta do colchão e depois fica de joelhos ao lado. Seu rosto torna-se confuso ao me olhar. – O que houve, amor? Por que está chorando? Aconteceu alguma coisa?

– Eu me lembrei. – Minha voz não passa de um sussurro. Valentina senta ao meu lado e segura meu rosto em suas mãos, seus polegares secam minhas lágrimas. O olhar dela demonstra angústia. – Eu senti, amor. Eu... Lembrei de estar grávida do nosso filho.

Sua boca se abre ao me ouvir, parece surpresa. Eu sorrio em meio as lágrimas ao ver os olhos dela começarem a brilhar enquanto Valentina parece assimilar o que acabei de dizer.

– Você lembrou? Oh meu Deus, amor. – Ela sela nossos lábios algumas vezes, parece feliz. Sua animação me faz rir um pouco, sinto-me como uma criança em uma manhã de natal após receber todos os presentes. – Isso é incrível, muito incrível.

– Foi incrível, parecia que eu estava de volta aquele dia. Eu até senti ele chutar. – Sinto-me emocionada, o sonho foi tão real que ainda agora, minutos depois de acordar, ainda sinto aquela mesma sensação de carregar uma vida dentro de mim. Maravilhosa a sensação por sinal. – Amor, eu quero ver nosso filho.

— Oh, pequena. – Valentina passa uma perna por cima das minhas e senta em meu colo. Meus lábios tremem pela vontade absurda de chorar que se instalou em mim. – Não chora, vamos ver ele daqui dois dias. Tudo bem? Eu estou aqui, estou aqui com você. Não vou sair do seu lado, você quer meu colo? Eu te dou colo, carinho. Te encho de beijos, que tal?

Sorri de uma forma tão doce, que é impossível em não sorrir de volta. Valentina acaricia minhas bochechas, inclina-se para frente e sela os lábios em minha testa. Eu sinto como se toda aquela tristeza se esvaísse e uma enorme calma se instalasse dentro mim. É o efeito Valentina.

Não estou reclamando disso, eu amo essa paz que só ela me traz.

( • )( • )

Depois do nosso café da manhã, regado a muito carinho e mimos além de comida óbvio. Muita comida. Valentina come tanto o eu, eu realmente escolhi a pessoa certa para passar o resto da vida ao meu lado. Ou talvez seja o fato de sermos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.

Ou quem saber porque ela é a única pessoa que consegue fazer meu coração bater mais rápido e ao mesmo tempo devagar. Como? Eu me pergunto isso também.

Agora estamos nos arrumando para dar uma volta pelo sítio, não sei se foi muita impressão minha, mas Valentina parecia animada demais para esse passeio. Desconfio que ela esteja planejando alguma coisa, é provável. Ela sempre está aprontando alguma coisa.

– Vou descer e te esperar lá embaixo, tudo bem?

Para ao meu lado e segura em minha cintura, olho para ela e apenas aceno com a cabeça. Valentina sorri e beija a ponta de meu nariz, sorrio. Observo ela caminhar graciosamente em direção a porta. Não lembro se já disse isso antes, mas Valentina com calça de couro consegue ficar ainda mais gostosa.

Chega a ser um pecado olhar aquela bunda e não tocar. Zeus! Eu preciso aprender a me controlar.

Depois de estar devidamente vestida, termino de fechar minha jaqueta e vou até a escada. Desço devagar, algo dentro de mim está alertando-me. O que? Eu ainda não sei. Quando me viro para procurar por Valentina, ouço um ronco alto de motor.

Oh não...

Meu queixo caí ao ver minha esposa desnaturada, estacionar uma moto vermelha enorme a minha frente. Puta merda. Ela desce da moto, retira o capacete e balança os cabelos. Por que o tempo não parece mais frio?

– Vamos dar uma volta, vem.

– Eu não vou subir nisso aí, mas nem que você implore de joelhos.

Resmungo e cruzo os braços, estou disposta a preservar minha vida. Lembro como se fosse ontem da primeira vez em que subi em uma moto com Valentina. E eu sinceramente não quero reviver aquela experiência, pensei que iria morrer sem ter a chance de conhecer meus filhos.

– Pequena... – Maldita! Não use esse tom manhoso comigo. – Vamos dar uma volta, prometo que você devagar.

– Da última vez que você prometeu isso, eu pensei que motos eram capaz de sair voando pelo céu.

Sei que parece exagerado, e realmente é. Porém, eu realmente fiquei com medo aquele dia, ainda lembro de ouvir meu coração batendo em meus ouvidos. Foi apavorante de verdade.

— Lu, eu prometo. Dessa vez eu falo sério. – Segura em minha cintura, seus olhos brilham como de um bebê que pede colo. É muita maldade ela me olhar dessa forma. – Por favor? Eu comprei essa moto a algum tempo, mas nunca tive a chance de andar com você porque tinha tempo que não viemos aqui.

— Valentina...

– Shh, eu vou devagar. – Beija meu queixo, e o morde devagar. Suspiro, fechando os olhos. – Por favor, huh? Eu faço o que você quiser depois.

– Você joga sujo, muito sujo. – Valentina solta uma risadinha. Respiro fundo, afasto-a um pouco de mim pelos ombros. – Se eu andar com você naquela coisa ali...

– Dark star.

– O que?

– O nome, não é “aquela coisa”. Não ofenda ela.

Olho incrédula para Valentina. Não é possível que mesmo depois de adulta, casada, com um filho e casa para cuidar, ela continua colocando nomes em veículos. Por Zeus.

– Eu não vou comentar nada sobre isso com você.

– Por favor, amor. Vem dar uma volta comigo. Podemos só andar por aqui mesmo em volta do lago. Eu só quero relembrar os velhos tempos.

– Não é como se eu vivesse na garupa da sua moto, nós só demos uma volta.

Solto uma risada divertida, olho para Valentina, que me encara sem esboçar reação. Fico séria na hora, não pode ser.

– Você passou a adorar andar comigo de moto, pequena. – Sorri nostálgica. – Principalmente por poder ficar agarrada na minha cintura, e também depois que tivemos um tipo de brincadeira na garupa da minha moto.

Seus olhos brilham maliciosos, minha bochecha esquenta um pouco pela vergonha repentina. Valentina me transformou em algum tipo de ninfomaníaca, porque eu não lembro de ser tão safada quanto ela descreve.

– Você não vai mesmo sossegar até eu subir naquilo, não é? E nem adianta me olhar com essa cara, eu não vou chamar a sua moto pelo nome. – Valentina faz beicinho, encarando-me com olhos de cachorrinho. Reviro os olhos. – Para com isso. E vamos logo antes que eu desista.

Passo por ela, ainda ouço ela soltar um tipo de gritinho em comemoração. Sorrio e nego com a cabeça, Valentina seria uma eterna adolescente, isso é uma coisa certa. Mas gosto desse lado dela.

Valentina sobe na moto e me ajuda a subir também, pego o capacete que ela me estende. Apesar de não achar necessário usar se não vamos ir para a rua, porém melhor prevenir. Seguro na cintura dela, sem muita força. Valentina liga a moto e acelera, fazendo um alto som ressoar por ali. Ela olha para trás por cima do ombro, sorri como uma adolescente que acaba de ganhar o primeiro carro. Certas coisas realmente não mudam.

– Se segura.

Ela diz antes de passar a marcha e acelerar aos poucos. Seguro-me nela com mais força. Fecho os olhos por instinto. Lembro que na primeira vez em que andei de moto com ela, Valentina começou devagar e de repente, estávamos voando pelas ruas.

Mas contrariando minha lembrança da primeira vez em que andei de moto com ela, Valentina estava andando incrivelmente devagar. Nem parecia aquela mesma Valentina agitada de sempre, que adorava sentir a adrenalina que uma boa corrida em sua moto lhe trazia. Também pudera, Valentina tinha mudado bastante. Ainda bem que criou juízo, um pouco.

— Está tudo bem aí atrás?

— Sim.

Aperto um pouco mais meus braços em volta dela, porém não muito, para não sufoca-la ou machuca-la. Parando para analisar toda essa situação, até que não estava sendo ruim andar de moto outra vez. Na verdade, está sendo realmente bom. E eu posso não admitir isso para ela depois, mas gostaria de fazer repetir isso outra vez.

Valentina pediu permissão para ir além dali, eu concedi. Estava bom demais ficar ali grudadinha nela, não queria desperdiçar isso. Mesmo tendo passado a noite toda em seus braços. Acho que nunca terei o suficiente dela.

Nosso dia passou assim, ficamos um bom tempo andando de moto. Depois Lauren me encheu de beijos, parecia feliz por eu ter dado aquela volta com ela. Fomos para a casa da frente, preparar algo para comermos e para mais tarde. Já que passaremos nossa virada de ano lá, no nosso lugar especial.

Vez ou outra ela precisa chamar minha atenção, pois, estou hipnotizada a observando enquanto ela prepara alguma massa para nós duas. Eu simplesmente não consigo tirar meus olhos dela, é como se tudo nela fosse atrativo para mim. Como um imã. E realmente é. Tenho aprendido muitas coisas sobre Valentina, já sei bastante de seus gostos, gestos e manias.

Uma das coisas que mais gosto, e acho adorável nela. É quando ela está lendo, toda concentrada com o óculos na ponta de seu nariz. Vez o outra ela mexe nele, esfrega os olhos e volta a se concentrar na leitura. Eu acho muito adorável quando ela lê algo, depois olha para um ponto qualquer e parece ficar refletindo sobre aquilo que acabou de ler. Aí ela as vezes sorri, ou nega com a cabeça, resmunga algo consigo mesma e volta a ler.

Valentina lendo é definitivamente uma das coisas mais encantadoras que existe.

Eu gosto também da forma que ela joga os cabelos para o lado, e depois olha para frente. Com um olhar super sério, como se estivesse tentando intimidar alguém. Um olhar que é capaz de chegar na alma de qualquer um.

Gosto de vê-la se espreguiçar. Ela levanta os dois braços, estala o pescoço e solta um gemido manhoso. Depois ela alisa a nuca com uma mão, abaixa a cabeça e fica assim durante alguns segundos, boceja duas, as vezes três vezes. Depois levanta a cabeça e respira fundo. Ás vezes ela também esfrega os olhos.

Não sei explicar a razão de eu ficar tão encantada com essa simples coisa.

Mas de todas as coisas que eu gosto que ela faça, uma das que mais gosto, mesmo ela me deixando completamente sem jeito quando faz isso. É quando ela me olha, ou tenta disfarçar que está me olhando. Então ela parece se perder enquanto fixa o olhar em mim, depois ela olha para baixo e sorri.

Um sorriso de quem quer dizer “Essa garota é minha”

Essa, definitivamente, é uma das coisas favoritas que eu gosto que ela faça.

Quando Valentina estava se recuperando do aborto, Dinah me disse uma coisa, e acho que ela estava mesmo certa. Lembro até hoje de suas palavras.

"Tudo que Valentina precisa é olhar para você, mesmo que ela não te chame. Ela só precisa te ver, você é como o ponto de paz dela, Luiza. Basta que ela veja que você está ali, é tudo que ela precisa para se sentir segura. Você é tudo que ela precisa para saber que as coisas ficarão bem"

E sabe de uma coisa? É completamente verdadeira a recíproca. Valentina é meu ponto de paz, e cada vez mais tem se tornado necessária na minha vida.

Ally disse que a admiração que Valentina tem por mim, é algo que ninguém jamais conseguirá explicar. As vezes sinto como se ela quisesse me proteger de tudo, que se ela pudesse, me colocaria em uma bolha isolada de todos. Apenas para me proteger do mundo lá fora.

Isso não é só adorável, é mágico. O amor que ela sente por mim, é tão intenso que até eu mesma sinto.

Não é aquela coisa de "Eu necessito de você para poder viver", é mais como "Eu preciso de você do meu lado para que eu possa passar por tudo isso de cabeça erguida"

Por essas e outras razões posso dizer, estou sim apaixonada por ela. E isso só parece crescer mais a cada dia que passo ao lado dela.

Agora estamos as duas deitadas no colchão, já jantamos e estamos olhando para o teto. Onde os adesivos de estrelas brilham, criando a ilusão perfeita de um céu estrelado. Nossas pernas estão entrelaçadas, Valentina acaricia minha coxa com delicadeza. Um alto som de bipe ressoa por ali, olho para o lado e somente escuto o som de algum botão sendo clicado, então tudo fica em silêncio.

– Falta um minuto para meia noite. Quer contar comigo e depois fazemos um pedido?

– Sim.

Sussurro de volta. Valentina começa a contar, a acompanho. Tudo está escuro, mas sinto a intensidade do olhar dela sobre mim. Começo a pensar em tudo que aconteceu, e também, no que ainda está para acontecer. Espero que nesse novo ano tudo entre nós duas possa somente melhorar, espero que as coisas se encaixem. E mesmo que eu não lembre de tudo, quero me lembrar do máximo possível.

– Cinquenta e nove, sessenta.

A contagem acaba, tudo parece ter sumido ao nosso redor. Sinto Valentina aproximar o rosto do meu, logo seus lábios tocam os meus. Nos beijamos com calma, carinho. Meus pelos do braço até se eriçam com tamanha intensidade do seu beijo, não pela voracidade, porque ele é delicado, mas por conta do amor que ela está passando para mim através desse beijo.

– Eu desejo mais anos ao seu lado, desejo continuar me apaixonando por você todos os dias. E que nossa vida, mesmo que não seja perfeita, porque ela não é. Continue sendo boa, só preciso de você e do carinha comigo, tudo se torna maravilhoso com vocês dois. E, Lua... Eu amo você, muito.

Meus olhos enchem de lágrimas, desejo poder olhar nos delas. Tenho certeza que Valentina está tão emocionada quanto eu. Ela é incrível, é impossível não me apaixonar por ela. Se uma coisa eu fiz certa nessa vida, definitivamente foi deixar que ela entrasse na minha vida, me permitir apaixonar por ela. E... Casar-me com ela. Eu sei, foi um dos meus maiores acertos.

“E eu não posso acreditar que sou sua mulher... E eu te beijo porque eu posso. O que quer que venha no nosso caminho nós enfrentaremos, e você sabe que é isso que nosso amor pode fazer. E nessa vida louca, e por esses tempos malucos... É você.

Você me faz cantar

Você é cada frase

Você é cada palavra

Você é tudo” – Michael Bublé (Everything)

Eu desejo tudo que ela desejou em dobro... E espero poder realizar o sonho dela, porque eu realmente quero um filho de Valentina.

Farei o impossível para conseguir isso.

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