PENÚLTIMO CAPÍTULO ✓
Pov - Lena
Chegamos em um galpão muito sinistro que com certeza minhas filhas ficariam traumatizadas por um bom tempo, e eu não estava acreditando que aquele maluco trouxe minhas pequenas para um lugar como esse.
_ Porra! Wood é muito maluco. - não era só eu que estava pensando na maluquice de Chris.
E parece que Zayn leu meus pensamentos aquele lugar era no meio do nada e não tinha uma casa ou fazenda no raio de quilômetros. Deus livre nós de qualquer mal que possa acontecer, e nós leve para casa em segurança, que minhas filhas estejam bem. Amém! É... Eu comecei a rezar, eu acho que o medo já estava me dominando e assim que o carro parou eu fui para o chão do mesmo.
_ Pega! - ele me deu a arma a e tinha deixado no banco do passageiro quando fui para o banco de trás. Ele mostrou algo que eu não parei para prestar atenção por que agora que adrenalina começou a sair do meu corpo tudo parecia uma pésima idéia e eu deveria chamar a polícia. Ou melhor meu pai, ele quem dava as ordens naquela areia da cidade. _ Você ouviu o que eu disse? - pisquei algumas vezes voltando a minha atenção para o moreno que engatilha a arma e aponta para que eu faça o mesmo.
Tentei a todo custo me recompor e tomar o controle do meus corpo, eu teria que salvar duas crianças e sem ajuda de políciais, por que com certeza Chris iria fazer algo se ouvisse a polícia se aproximar. Peguei a arma e lembrei de algumas coisa que meu pai me dizia em caso de suprema emergência que ele não estivesse em casa e eu teria que usar sua arma que estava sempre carregada no cofre secreto embaixo de sua cama.
_ Tem dois carros parados logo a frente. Assim que eu fizer o capanga do wood dormir. Eu te mando o sinal. - disse Zayn saindo do carro me deixando falando sonha comigo mesma.
_ Mas que sinal? - perguntei. _ ZAYN, QUE SINAL? - ele nem olhou para trás saiu andando em passos largos para dentro do galpão, eu passei para o banco da frente nervosa soquei o volante algumas vezes. Não sei quanto tempo fiquei dentro daquele carro se foram minutos ou meia hora olhando para a porta do galpão. Meu celular estava no silêncio e tinha algumas mensagens e chamadas perdidas de meu pai, mãe e kara que já passava de 20 mensagens.
Com certeza ela está sentiu algo.
Minha atenção saiu do celular porque ouvi algo batendo no carro, guardei o celular no bolso de dentro da jaqueta olhei para os lado e de novo o barulho. Então lembrei do maldito sinal, ele estavam jogando pedras no... Vejo, Zayn fazendo sinal para mim sair do carro.
_ Por que não passei o número do celular? - arrumo a arma atrás da cintura e desço do carro.
Fui de encontro de Zayn que estava agachado atrás do carro que deveria ser de Chris ou do capanga.
_ Por que demorou? pergunto sem olhar para o mesmo que parecia dançado e a respiração acelerada.
_ Tenta fazer um cara maior que você apagar com uma porretada. - franzi o cenho quando olhei para ele que estava com uma aparência na boa.
Pov - Zayn
Eu sei o que estou fazendo, mas também não sei, é complicado. Eu já matei algumas vezes por mais que seja para cuidar da minha família, eu não gosto de fazer isso mas eu preciso do dinheiro. Eu tenho um trabalho em uma oficina de carros antigos é uma fachada para o segundo que meu segundo que é fazer bicos como danificar o carro de pessoas, ficar fotografando de longe e as vezes eu tenho que apagar alguém. Como wood chegou em mim, eu tenho certeza que foi pelo Jared quando eramos parceiros de alguns lances ele saiu e eu fiquei na mesma, mas com o tempo tive que arrumar um trabalho de verdade e assumir a frente da família por que meu pai morreu em uma briga de rua, minha mãe estava com depressão e minha irmã mandei para uma faculdade do outro lado do país.
_ Moço por que estamos aqui!
Entrei no galpão e ouvir uma das meninas, através de umas janelas de vidro que dividiam o lugar. O galpão era sinistro por fora mas por dentro era um pouco iluminado não passava a impressão de horror que o lado de fora dava, as separações era feitas por portas de vidro e janelas enorme um pouco sujas de pó. Aos poucos fui me aproximando do loca onde elas estavam sustada e sentadas dentro da uma van que estava com as portas de trás abertas e as duas estavam sentadas abraçadas enquanto wood fala com alguém no celular um pouco afastado. Mas não demorou muito e desligou com raiva de algo e foi até a menina e ficando de frente para elas fazendo Mel encarar o mesmo e Sam se esconder atrás dala.
_ Eu já disse pra me chamar de pai, Melissa! - disse um pouco alterado e me aproximo quando vejo o mesmo segurar o braço da pequena e a mesma o encara com se não tivesse medo, mas seus olhos demonstravam o contrário. Ela estava se segurando para não chorar.
_ Eu não tenho Pai! - puxou o braço da mão do homem e abraçou a outra garota. _ Eu só tenho duas mães!
_ NÃO... EU SOU SEU PAI! - gritou fazendo a garota tomar um pequeno susto e a outra começar a chorar desperadamente.
- Não chora, Sam. Por favor! - Mel pediu para a garotinha que se abraçou nela como se fosse a última coisa que fosse fazer.
Observei o lugar por alguns segundos antes de falar alguma coisa, mas parece que ninguém tinha notado minha presença. Me aproximo aos poucos da porta da Van chamando atenção de Mel que se assustou com que não tive tempo de ver porque logo uma mão enorme segurou minha jaqueta e me puxando com violência pra cima. Arregalo os olhos quando não sinto meus pés no chão e vejo o tamanha da encrenca. O capanga de Christopher fazia dois de mim e com a sobra dava pra fazer um adolescente.
_ O gayzinho chegou! - a voz dele era grave e até senti medo. Ele arrastou até o Wood que assim que colocou os olhos em mim sorriu por eu estar sendo segurado com uma marionete.
- Zayn... - Wood se dirige a mim com um envelope em mãos. Ele olha para o grandão que me segurava e fez sinal para o mesmo me solta. _ Pode solta-lo Juan.
O monte de músculos me soltou com brutalidade e logo me recomponho arrumando minhas roupas, encarei o mesmo que sorriu debochado e voltei meu olhar para o chefe que estava vestido com as roupas de segurança engolindo em seco e sentindo meu remorso por ter ajudado ele ir tão longe. Olho as meninas que estavam abraçadas quietinhas em um canto da van, o jeito que Melissa olhava para Wood era até assustador para uma criança da idade dela.
_ Eu quero ir pra casa, Mel! - a outra garota falou entre os soluços e nem assim Melissa tirou os olhos de Wood, ela só se agarrou mais na outra e desviou o olhar pra mim e me senti queimado.
Neguei com a cabeça ao ver a cena, eu posso ser um cara que faz muita merda por dinheiro, mas eu não gosto de me meter com coisas envolvendo crianças. Primeira coisa que veio em minha cabeça quando aceitei fazer esse bico foi pensado em minha mãe, os remédios e depois minha irmã e o pagamento dos faculdade...
_ ... Eu vou pagar o restante do seu trabalho e espero nunca mais ver você. - voltei minha atenção para o homem a minha frente. _ Se você ousar me trair vai morrer igual ao Jared. - meus olhos quase saltam do rosto quando ele falou de Jared.
Jared esta morto? Não. Ele era como um irmão por mais que fossemos parceiros de vários trabalhos no passado ainda mantínhamos contatos e ele assim como eu tinha família e uma irmãzinha de oito anos que pela ironia do destino estudava na mesma escola de Mel. Fecho as mãos em punhos serrando os dentes e tentando manter a calma para não tirar minha arma da cintura e matar esse filho da puta. Mas quando dei por mim já estava correndo em direção dele e socando seu rosto com força fazendo cair no chão e indo pra cima dele que conseguiu desviar do meu soco. Quando tentei de novo fui puxar por dois braços enorme e uma arma foi apontada em minha testa. Imediatamente olhei para as meninas que assistiam a cena em estado de choque.
_ Fechem os olhos! - disse em um momento de desespero para as duas que fizeram o que mandei. _ É isso que vai fazer? - levantei do chão vendo Wood limpar o boca com um lenço e arrumar o cabelo enquanto seu capanga apontava a arma pra mim. _ É ISSO QUE VAI FAZER? MATAR ALGUÉM NA FRENTE DE DUAS CRIANÇAS INOCENTE SEU MALUCO?
Ele olhou para as meninas e pareceu pensar por alguns segundos até que falou para Juan baixar a arma e sorriu com presunção.
_ Ah, Zayn. Eu tinha planos pra você pena que você está me decepcionando. - ele disse enquanto caminhava até a Van e se dirigindo para a porta do motorista abrindo a e tirando de de lá um um envelope maior e se aproximou de mim jogando o pacote em minhas mãos.
_ Espero que tenha uma ótima vida pode ir. Juan vai entregar a Luthor Jr. - ele virou as costas e pegou seu celular e começou uma ligação.
Eu peguei o envelope e comecei a caminha em direção da saia. Assim que saí do campo de visão dos dois procurei por algo que fosse pesado até que encontrei uma barra de ferro que tinha na entrada saída do galpão. Tinha que fazer algo para que wood ficasse sozinho e tirar Juan da jogada então voltei para dentro do galpão e chamei Juan para me ajudar com o meu carro que estava dando problema o mesmo disse que já estava vindo então me posicionei atrás da porta e quando o mesmo passou acertei sua cabeça com uma poretada que fez o mesmo ficar zonzo por alguns segundos, arregalo os olhos quando o mesmo não caiu e virou para trás com raiva.
PORRA.
_ Era pra você cair, cara! - disse com medo da reação que o mesmo fez quando me encarou.
Ele veio pra cima de mim e tentou me pegar, mas desvio de sua tentativa de soco acertando um golpe em seu joelho. Ele soltou um gemido de dor quando caiu no chão de joelhos a proveito e acerto seu rosto com o ferro, o mesmo cuspiu sangue e caiu apagado no chão apagado.
_ Quem é o gayzinho agora? - disse conferindo se ele estava apagado e e fui ver se wood não estava por perto vendo a cena. Mas ele parecia alheio falando no telefone do outro lado do galpão então voltei até o grandão e o arrastei com muita dificuldade para uma sala escura. Quando cheguei do lado de fora do galpão fiz alguns sinais para a Luthor sair do carro, mas ela estava fazendo alguma coisa mais importante do que olhar para mim. Então joguei algumas pedras no carro chamando sua atenção. Assim que ela chegou perto de mim se agachou me imitando.
_ Por que demorou? - perguntou ansiosa olhando para dentro do galpão.
_ Tenta fazer um cara maior que você apagar com uma poretada? - disse sentando no chão para pegar um ar. Eu estava me sentindo tão sufocado, arrependido e o olhar de Melissa iria me assombrar por muito tempo.
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