ZingTruyen.Xyz

•SᴜᴘᴇʀCᴏʀᴘ• ,,✓ 𝕊ℍ𝔼 ½ᴛ

2x26

ThaisHyuuzumaki


Vai Embora!
                                         

Mais dois ou três capítulos e a fic acaba pessoas...

                     

Pov - Melissa

                     

_ Melissa Jasmine Danvers Wood, diretora Cyrus está na te esperando. - olhei para a Sra. Brown que saia da sala da diretora.

                     

Eu estava bem encrencada, parece que alguém falou sobre minha pequena discussão com o embuste do Wood e quando eu estava na minha aula de física um comunicado chamou atenção de todos quando uma voz mecânica saiu da pequena caixa de som em cima do lousa e todos olharam pra mim como se eu fosse um alienígena.

                     

Eu só tinha socado um marmanjo no nariz por que ele enfiou a língua na minha boca, só! Coisa que eu deveria ter feito na primeira vez que ele me beijou, mas deixei levar por que foi minha primeira experiência beijando alguém. Deveria ser alguém melhor? Sim, mas foi aquilo que me apareceu.

                     

Sorri sem mostrar os dentes levantando da cadeira e me dirigindo para a sala, mas paro assim que vejo uma ruiva baixinha saindo da sala nem olhando pra minha cara e logo atrás Caio estava com um curativo tapando o nariz que cobria metade da face. Franzi o cenho por que pensei que ele tinha ido para o hospital, mas parece que cuidaram dele na enfermaria do colégio, o mesmo olhou pra mim e eu pisquei pra ele e acenei fazendo dizendo um "tchauzinho!" o mesmo ficar mais vermelho que a cor da bandeira da escola, e eu me segurei para não rir.

                     

_ Srta. Danvers. - diretora Cyrus me chamou tão calma que nem parecia ser ela. Entrei na sala fechando a porta e ela apontou para a cadeira a frente de sua mesa. Sem que ela pedisse novamente sentei sem falar nada. _ Tenho aqui algumas infrações que a Srta causou nessa semana e não foram poucas. - sorri sem mostrar os dentes.

                     

_ Não posso fazer nada se meu charme chama encrenca. - modo cínica on. Abri um sorriso fazendo a mulher negar com a cabeça sem quebrar sua postura calma.

                     

_ Eu estava deixando passar por serem coisas que todos cometem, mas agredir uma colega foi de mais. - ela entrelaçou os dedos e apoiou os cotovelos em cima da mesa. _ Então acabei de ligar para sua Mãe e ela está a caminho. - acho que agora eu poderia ficar mais que encrencada.

                     

Mãe Le iria me tirar até o skate e Mama está grávida com certeza ela vai colocar meus skates na lareira e queima-los na primeira noite de frio, minha mesada vai ser doada para um abrigo de animais silvestres.

                     

Deus, sabe o que acontece quando tiram dinheiro de uma Capricórniana? Melhor não saber.

                     

_ Diretora Cyrus, minha mãe está grávida e não precisa se preocupar com uma coisa dessa. - modo cínica off e modo desespero on. _ McCall mereceu, ele enfiou a língua na minha boca sem minha permissão. - o telefone tocou quando falei a última palavra.

                     

_ Pode deixa-la entrar Sra. Brown. - ela diz e logo coloca o telefone no gancho. _ Sua mãe chegou…

                     

_ Qual delas? - perguntei ironicamente fazendo a mulher me encarar por alguns segundos e digitar algo em no computador.

                     

_ Ainda não sabemos. - disse sem me olhar enquanto digitava mais algumas coisa e imprimir uma folha. _ A partir de hoje você vai ficar na detenção de quinta a sábado das 14:30 as 19:30 até o final do semestre. - meu queixo caiu no chão quando ela me entregou o papel. _ Tenha um bom dia e você pode ir para casa com a sua mãe. - olhei para a folha em mãos que tinha algumas coisas escritas e levantei da cadeira.

                     

Quando me retirei da diretoria voltei para minha sala para pegar meus materiais e ainda tive que aguentar olhares curiosos em cada movimento, agradeci por nenhuma de meus amigos não estarem naquela aula. Fui direto para o estacionamento e quando enxerguei o Rang Rover branca sentei no capô e fiquei fritando meu cérebro, teria que arrumar uma boa defesa para me livrar de um castigo.

                                                               

_ Você sabe que dessa vez não vou poder salvar você, não sabe? - sorri quando ouvi a voz de mãe Le. Pulei de cima do capô e fui de encontro a ela, abraçando e se deixando um beijo em sua testa. _ Okay, já chega de me adular. - assenti me afastando dela que pegou minha mochila.

_ A mama sabe? - ela sorriu de canto, abrindo a porta do carro pra mim entrar.

_ Sim, foi pra ela que ligaram e já estou adiantando. - olhei para ela que colocava o cinto de segurança. _ Sem celular, sem internet por uma semana e vai levar o lixo pra fora o mês inteiro. - meus ombros caíram.

_ Até que está molezinha. - disse colocando o cinto.

_ Não, esse é o meu castigo. - ela disse dando partida no carro.

...

_ Você entendeu o que eu disse Jasmine? - aceno com a cabeça sem olhar pra ela. _ Então repete!

Eu mal havia chegado em casa e dona Kara  já estava em pé na sala com as mãos na cintura e com cara de quem quer esganar alguém.

Mãe Le que estava atrás de mim sumiu assim que eu sentei no sofá da sala e eu... Bom, eu fiquei ouvindo as broncas e mais broncas. Pensa em uma mulher de 1,58 de altura brava e multiplica em três e mais os hormônios em combustão, então essa era dona kara. Agracia por estar sentada por que era cada olhar fuzilado que me jogava que já estava na camada Pré-Sal. Ela que andava de um lado para o outro com as mãos na cintura, parou em minha frente e eu fiquei com a cabeça baixa, mas quando ela bateu as palmas por minha resposta tive que sentar igual mocinha e encarar seu rosto.

_ Eu entendi, Mama! - ela fez sinal para continuar e eu engoli em seco. _ De agora em diante é de casa para escola, da escola pra casa. Pedir desculpas para o embuste, me desculpar por ter sido idiota com a irmã dele, levar o lixo pra fora de terça a sexta, dar banho no Enzo, sem mesada, sem mini van, sem celular, sem internet a menos que seja para dever de casa. - fiz uma pausa para respirar. _ Ir para escola com as pernas por que não tenho rodinhas nelas...

_ Está de gracinha? - repreendeu e eu neguei rapidamente, péssima ideia fazer gracinha numa hora com aquela. _ Espero que não faça mais isso, por mais que alguém tenha te irritando, não pode sair batendo em ninguém...

_ Mas ele me pegou e me beijou. O que você queria que eu fizesse? Beijasse ele de volta? - ela suspirar pesadamente e sentar no sofá ao meu lado. - Eu gosto da irmã dele, quero dizer, gostava… Ah nem eu sei mais…

_ Tudo bem, Melissa. Mas não se resolve nada com violência minha filha, olha só onde você foi parar. Na detenção por dois meses. você sabe que isso vai entrar no seu currículo escolar? - assenti e logo senti a mão dela em minhas costas. Suspirei e a olho pra ela que estava totalmente diferente da mulher de segundos atrás, me aproximo mais e deito minha cabeça em seu ombro. _ E agora, o que você vai fazer a respeito da ruiva?

_ Eu não sei Mama, eu não sei... - ela beijou minha cabeça e levantou dizendo que iria fazer o almoço.

...

Minha tarde foi a coisa mais tediosa de toda história, tive que dar início a dois trabalhos da escola o que me rendeu algumas horas no computador e ainda fiquei com Enzo e Mama em casa por que Sam e Mãe Le foram a o shopping comprar um presente para meu Avô Mark.

_ MELISSA! - meu querido irmãzinho gritou do corredor e logo em seguida ouvi barulho de algo sendo arrastado no chão.

Olhei por cima dos ombros e arregalo meus olhos quando um toco de gente adentra meu quarto emcima de um skate muito bem conhecido por mim, em um salto pulei da cama jogando o livro que lia em qualquer lugar indo até o lado da porta do meu closet, onde tinha uma parede com alguns skate pendurados e notando que meu skate personalizado não estava lá. Olhei rapidamente para o garoto que estava em pé emcima do meu bebê, soltei um berro assustando o mesmo que caiu do objeto e rolou para não sei aonde.

                                       

_ Oh, meu deus. - o pego em meus braços. _ Não acredito que esse pedaço de espermatozóide pisou em você. - peguei uma camiseta qualquer e limpei as rodinhas rapidamente o colocando no seu devido lugar.

_ Mel, eu me machuquei! - olhei por cima do meu ombro direito e o encontrei embaixo da minha mesa de estudos. _ Eu me machuquei… - ele levantou todo estranho fazendo bico e os olhos cheios de lágrimas.

Meu cora parou, não por ele estar fodido e sim por que se ele chorar, mama vai querer saber e o danadinho vai me entregar.

_ Bem feito. - Dig indo até ele e o pegando no colo e o mesmo resmunga e me abraça. _ Mas por favor, não pegue os que estão na parede! - fomos até o meu banheiro e o sento na grande pia e pego o a caixa de primeiro socorros para fazer um pequeno curativo no joelho esquerdo e no cotovelo direito. _ Você sabe que tem que pedir pra mim antes de pegar qualquer coisa do meu quarto. Não sabe? - pergunto enquanto limpava seu joelho.

_ Eu sei Melissa, desculpa! - ele fez um bico igual o da Mama.

...

_ Você vai vestindo isso? - reviro os olhos quando chego na sala, a família toda estava me esperando.

Mama vestia um vestido vermelho com um decote comportado, cabelos soltos e saltos. Mãe Lo vestia calça social preta, saltos, uma blusa feminina branca e cabelos presos. Sam usava um vestido branco colado ao corpo, salto e cabelos soltos. As três esbanjando na maquiagem e Enzo era uma pequena cópia de mãe Le, só que mais engomadinho.

_ Não estou nua! - pisquei pra ela que negou com a cabeça.

Eu estava vestindo jaqueta de couro preto, blusas cinza, calça jeans preta com alguns rasgos, coturnos e meus cabelos estavam soltos.

_ E o vestido que Mama deixou pra você usar? - minha irmã estava mais preocupada com minhas vestes do que minha mães.

_ Está no meu armário, assim como os outros que ganhei dos Srs. Wood. - Sam abriu a boca para falar, mas me antecipo. _ Não fale mais nada. Vamos?

_ Sim, Vamos! - Enzo fala primeira de nossas mães que pareciam conversar entre sussurros e sorrisos.

_ Melissa, espero que não fique fugindo do Mark, ele te ama e por mais que você não goste que ele fique perguntando sobre qual faculdade seguir apenas diga que não sabe ainda. - assenti sem falar nada.

Uma coisa que me deixava pé da vida era os assuntos que Mark tinha comigo, ele quer que eu siga os negócios da família, e eu não gosto de medicina e muito menos administração. Afastei meus pensamentos quando chegamos na rua é uma fila de carros estavam em nossa frente, mas não demoramos muito para entrar e nos misturar combos convidados. A festa era um esbanjando de todas as formas, ricos tinham costume de gastar, ostentar tudo que tinham. O jardim tinha mesas bem arrumadas, convidados bem vestidos, um mini palco com orquestra e uma mesa de som mais atrás. Os garçons passavam de um lado para outro com bandejas com champanhe e petiscos. Na mesa que estávamos era grande para minha família e meus avôs Danvers que chegaram depois de nós.

_ Aí Meu Deus, ou melhor, Deusa! - fechei os olhos assim que ouvi aquela voz irritante só para abri-los e ver a cópia de Elena Gilbert atrás de Sam, que levantou para abraçar a garota que só faltou apalpar minha irmã de tanto que baixou aquela mão. _ Você está linda, Alexandria!

_ Ei, quem ser você? - Enzo levantou de onde estava chamando atenção de nossas mães e avôs que conversavam entre eles. O pequeno pedaço de homem foi seguido por olhos curiosos até as duas garotas que se afastaram por que Enzo se meteu entre as duas ficando de frente para a garota folgada. _ E por que está abraçada a minha irmã?

                                         

A garota sorriu para o meu irmão e estendeu a mão para o pequeno.

_ Eu sou Raven Brooke, filha da Ally. - disse olhando para Enzo.

_ Ally tem filha? - ouvi a voz de Mama mais ao fundo, ela parecia bem surpresa.

Mas levantou e foi abraçar a garota que sorria como se estivesse ganhando um grande presente antecipado de natal, mãe Le fez o mesmo seguida por Sandra e Alejandro. Eu não fiz questão de cumprimenta-la já a conhecia o bastante, levantei e fui atrás de algo que não tivesse álcool.

_ Suas mães são muito legais! - dei um pequeno salto quando entrei pela porta da casa.

_ Fala sério, você brota do chão!? - ela gargalhou chamando atenção de algumas pessoas quando entramos na casa.

_ Ei, por que você não gosta de mim? Eu sou do bem! - disse um pouco magoada.

_ Eu não te conheço pra ter certas intimidades. - caminho entre os convidados.

_ Isso é ciúmes! - revirei os olhos imitando sua voz em um sussurro.

_ Que seja! - resmungo e ouço sua risada.

Vejo um garçom saindo com uma bandeja de champanhe de uma das portas e vou até a mesma, e quando passo por ela vejo um pequeno corredor e mais adiante um garçom saindo de uma das portas que tinha no corredor. E a aparência dele não era me estranha ele vestia smoking branco, calça social preta e sapatos, os cabelos bem cortados e quando ele virou de perfil senti um pequeno choque, todo e senti meu sangue todo parar de circular pelo corpo e parei de imediato.

_ Senhor? - Raven que estava ao meu lado chamou o homem que se virou para nós.

Quando vejo o rosto lembrança horríveis vieram átona, lembranças que tinham ficado bem lá atrás. Raven que iria passar por mim não deixei, segurei seu braço com força.

_ Raven, pare... - peço em um sussurro assustado. _ Volte pela aquela porta. _ peço novamente para ela que não estava entendendo nada.

Ele começou a dar passos em nossa direção e eu neguei com a cabeça.

_ Só me ouça! - nego novamente e recuo para trás puxando a garota que estava tentando entender o que acontecia. _ Filha só me ouça! - parei meus passos.

_ Raven saía daqui e invente qualquer desculpas para minhas mães caso elas perguntem.

_ O que vai fazer? - ela não queria sair do meu lado.

_ Apenas faça isso, okay? - olho pra ela quase implorando. _ E Sam de hipóteses alguma pode ver ele comigo, agora vai! - ela pareceu entender e se retirou do lugar sobre meu olhar.

Viro de frente para o homem e levo um susto por ele estar menso de três passos de mim.

_ Até que em fim a sós! - sorriu de lado e aquilo me fez ter arrepios por ser o mesmo que faço.

Eu não sabia o que ele queria, não sabia o que fazer, não sabia se sentia medo ou se faria perguntas que não iria gostar das respostas. Eu só sentia raiva, ódio e uma vontade enorme de socar cada parte do rosto dele, mas não faria isso, sei meus limites.

_ O que você quer? - meus lábios se mexeram em pequenos movimentos por estar com a mandíbula enrijecida e as mãos fechadas em punho que resolvi esconder nos bolsos da jaqueta.

_ Ser reconhecido como seu pai! - sorri em desdém. Ele franziu as sobrancelhas e engoliu em seco. _ Eu fiz muitas coisas errada, filha…

_ Não. - dei um passo a frente tirando a mão direita do bolso da jaqueta para apontar o dedo indicador. _ Não me chama assim! - disse raivosa.

_ Tudo bem, mas por favor. Melissa! - ele tentou baixar minha mão mas me afastei não deixando ele fazer contato comigo e ele assentiu levantando a mão em rendição. _ Me deixa te mostrar o quanto estou arrependido, eu te peço perdão se for preciso. Mas por favor fil... Melissa!

Ele estava implorando por meu perdão?

Eu pude ver que ele em um breve movimento passou a mão direita nos olhos para secar algumas lágrimas, mas uma coisa eu ele não sabia. Eu não sou uma adolescente ingênua que vai cair em qualquer lágrima de crocodilo que ele vai derramar, não sou boba, não consigo acreditar nele e nunca o perdoaria por ter feito o que fez comigo e minha família.

_ Eu não tenho nada para perdoar! - seus ombros caíram com meu tom seco.

_ Mel…

_ Não! - engoli em seco. E resolvi falar algumas coisas que sempre tive vontade de falar pra esse homem quando tivesse chance. _ Quero que saiba de algumas coisas de minha infância que você não fez parte como no dia dos pais, onde eu era a única menina que não tinha pai para dar meu desenho, nas festinhas que tinha no dia das referências, entre outras coisas, e como andar de bicicleta. Deus uma coisa que era tão simples que se não fosse a Lena minha mãe! Sim, minha mãe, ela se tornou mãe e pai. Cuidou de Mama com tanto amor que as vezes eu sentia ciúmes, mas era coisas pequenas por que ela me ensinou tantas coisa que hoje, até alguns minutos atrás eu nem lembrava que você existia. - parei por sentir minha garganta arder e perceber que estava chorando. _ Então eu te peço que por favor, vai embora se entregue para polícia, fuja do país ou do planeta se for possível por que de mim você só vai ter lembranças de ter machucado pessoas que eu amo… Então eu peço mais uma vez. Vá embora e não volte mais...

Olhei brevemente para ele que tinha a cabeça baixa e soltava alguns soluços. Recuei em passos lentos para trás até minhas costas baterem na porta que quando virei foi aberta por outro garçom que se assustou. Meu olhos foram para todos os lados onde não reconhecia ninguém ali, então saí em passos rápidos empurrando algumas pessoas.

_ Melissa!? - alguém me chamou mas não olhei para trás saindo pela sala cheia. Quando cheguei na calçada enxergo um táxi estacionado alguns metros da grande confusão de carros na frente da casa de meus avós. O taxista apenas me olhou por alguns segundos e eu falei o endereço. Minutos depois estava na porta da casa pessoas que iria me dar colo, minha melhor amiga e irmã, Annie Marie Olsen Leigh

_ Pelo amor de quem te colocou no mundo que cara é essa? - ela abriu a porta sorrindo mas logo ficou séria e seu rosto se retorceu em uma careta. _ Vem, vou te deitar na minha cama, pegar lenços e me deitar ao seu lado até você estiver pronta para contar o que aconteceu.          

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