ZingTruyen.Xyz

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ThaisHyuuzumaki

Por favor supercorp Manicos , não esqueça de vota quando vocês terminarem de ler  Fanfic . Seu voto e importante para a história e espero que a segunda temporada alegrando vc quando a primeira temporada.

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Verônica  Iglesias p3 -
 

Raven "Brooke" Pierce

                                                         
                     

Pov - Vero

                     

Uma semana se passou depois do acidente e nesse tempo eu não visitei mais a mulher que na verdade era médica pediatra. Eu poderia ir até a casa dela e dar a desculpa de saber como o Dean está e já perguntar como ela estava, mas acho que seria um pouco estranho.

                     

Não, estranho não. Eu que estava estanha na semana, eu não tinha contato sexual com nenhuma mulher a mais de quinze dias e aquilo era desesperador. Eu só tinha voltado de ficar em casa, trabalhar, voltar para casa, pedir comida, assistir filmes e o mais assustador era a categoria dos filmes.

                     

Eram malditos filmes de romance, eu sempre odiei esses filmes.

                     

_ Que bosta de filme, que bom que não ficam juntos no final. - revirou os olhos quando o filme acaba.

                     

Desligo a televisão e pego o pote de pipoca vazios e junto algumas embalagens de papéis de doces e depois pego meu copo de cima da mesinha de centro, e levo para cozinha. Tinha um caso pra estudar e ainda precisava arrumar outras pendências da empresa dos Montez's. Eram muitas coisas que me deixavam exausta, mas realizada por fazer o que eu amava. Tinha recebido uma proposta de ser uma das advogada principais da empresa dos Montez's, mas tinha uma dúvida grande em aceitar ou não, uma delas era conviver com a Sra. Lívia Montez, a mulher era uma tentação e sempre que podia estava me tentando no escritório do marido. A segunda era Rachel, a garota me ligava as vezes e enchia meu celular de mensagens, se a mãe dela descobrir eu estaria morta. Suspirei guardando os papéis em uma pasta preta e colocando na mesa do meu escritório, olhei para meu relógio de pulso que marcava 7:50 da noite resolvi tomar banho e pedir meu jantar.

                     

...

                     

_ Já vai! - resmungo antes de pegar meu celular que tocava desesperado na mesinha de cabeceira.

                     

Faço um esforço para ver quem estava me ligando aquela hora da noite, mas assim que vejo o nome meus olhos se abrem rapidamente.

                     

_ Quem é vivo sempre...

                     

_ Verônica, eu preciso que me ajude em uma coisa. Por mais que eu seja advogada preciso de uma que me represente. - sento na cama assim que ouço seu desespero.

                     

_ Como assim do que você está falando Loira? Você matou alguém? - faço uma piadinha mas não tive uma resposta além de um fungar.

                     

_ Katherine morreu e deixou uma adolescente e uma criança de um ano e adivinha quem está a guarda das duas? Eu! Eu não sei o que fazer, por mais que nós namoramos por cinco ou seis anos e construímos algo, eu nunca pensei que ela deixaria duas crianças pra mim criar. Eu não sei nem lavar minhas camisas sem que elas fiquem manchadas na máquina de lavar...

                     

_ Allyson Brooke Wood desde quando você tem uma namorada morta? Com duas crianças?

                     

_ Ela tinha uma filha quando a conheci, lembra quando vim para Londres? Então a conheci nos envolvemos em segredo e agora... Eu tenho um filha de um ano e quatro meses que precisa ser registra por mim e uma adolescente de 17 anos que se recusa sair do país. - meu queixo estava caído em meu colo.

                                                                

Não estava acredito no que estava ouvindo de Allyson, eu nem sabia que ela era lésbicas e por mais que fosse toda gótica na faculdade usando roupas pretas, maquiagem pesada e... Espera bem que desconfiava quando ela enchia a cara e saia dizendo que tinha pegado tal garota.

_ O que quer que eu faça? - acordei do meu devaneio quando ela me chamou atenção.

_ Eu só quero que venha pra Londres resolver essas burocracia enquanto tento cuidar do enterro e a arrumar a mudança... - suspirou cansada. _ Estou tentando ser o mais forte que posso, mas não sei até quando. Meus pais nem sabem de nada, pra eles eu estou trabalhando em uma rede de advocacia. Você pode vir o mais rápido possível?

O que não fazer por uma amiga, não é? Apenas disse que estaria em Londres o mais rápido possível.

...

Algumas horas infinitas de voô e uma aterrissagem bem turbulenta no Aeroporto Heathrow e para piorar o frio que estava era de congelar até o último fio de cabelo, dei graças por estar com uma jaqueta bem quente. Assim que vejo o saguão saio puxando um pequena mala que foi um erro ter feito, no máximo que usaria eram as roupas infantis, algumas camisas e um moletom.

Quando chego no saguão do aeroporto tiro meu celular do bolso para ligar para Ally avisando da minha chegada, teria que pedir o seu endereço.

_ Srta. Iglesias? - levanto o olhar do celular para ver quem chama meu nome e vejo que mais a frente tinha um homem alto com cabelos grisalhos e uma garota. Ela segurava uma plaquinha com meu nome e na outra um celular, ela tinha o semblante sério e vestia preto da cabeça aos pés. Fui de encontro aos dois e mal chego perto do homem e ele já pegou minha bagagem e me entregou um enorme casaco.

_ Obrigada! - ele acenou com a cabeça depois olhou para a garota que pediu para ele ir na frente enquanto eu colocava o casaco.

_ Ally pediu para que eu viesse buscar a senhora, me chamo Raven Pierce. - educadamente ela estendeu a mão para mim.

_ Prazer, me chamo Veronica e por favor, senhora não. - aperto sua mão e a mesma sorri sem mostrar os dentes.

_ Vamos!

_ Sim.

A segui até a saída do local e tive um choque térmico com a mudança de temperatura do local. Aquele lugar era muito frio, quando entrei a sensação de satisfação pelo ar-condicionado estar ligado foi minha alegria, o carro foi dirigido pelo homem que não falava nada a não ser "sim, srta. Não Srta" para a adolescente ao meu lado. Ela falou algumas coisas sobre o que Ally estava fazendo e havia momentos que ela parava de falar para controlar a voz embargada. Ela queria parecer que era forte, mas estava falhando aos poucos.

Quando chegamos em frente a um condomínio de luxo com portões de ferro e câmeras para todos os lados o carro parou e o motorista falou o sobrenome da garota e mais o meu. Não entendi muito bem, mas ela explicou que o eram regras. Alguns segundos depois os portões se abrem e casas enormes e luxuosas enchem meus olhos, fiquei de queixo caído só de ver as humildes casas.

_ Bem-vinda a minha humilde residência!

Raven diz antes de sair do carro que havia sido estacionado em frente a uma casa de três andares, o jardim verde, a calça estava úmida como o asfalto. Raven pediu que eu a seguisse até a casa.

_ Chegamos! - a garota gritou quando entramos na enorme casa.

Não demorou nem três segundos para ouvirmos uns gritinhos estéticos e uma risada de criança quando chegamos em uma grande sala com uma decoração de realeza, por um momento pensei estar na casa da avó de Lauren. Mas ignorei quando um gritinho agudo de uma bebê me chamou atenção e a outra risada de uma certa loira que eu não a via a anos. Raven chamou por Ally que assim que me viu levantou com uma linda garotinha nos braços. A pequena tinha os cabelos loiros, pele branquinha, olhos castanhos e usava um vestidinho branco com florzinhas rosas. A mesma estendeu os bracinhos para a irmã que a pegou no colo e a beijou.

                         
                 
_ Eu vou deixar vocês sozinhas. - a garota disse se retirando da sala com a bebê.

...

_ Deixa eu só repassar o que você acabou de dizer. - sento corretamente no sofá. _ Katherine e você se conheceram a nove anos atrás, quando você veio passar férias e viveram um relacionamento a distância onde tiveram uma filha?  - ela assentiu. _ Como vocês conseguiram namorar assim se vendo de seis em seis meses? - minha amiga que tinha os olhos inchados do choro deu ombros e sorriu sem vontade. _ Tudo bem isso não vem ao caso. Então, Raven é fruto de um ser idiota que violentou Kath no colegial?

_ Sim, ela um passado que só poucas pessoas sabem. - assenti.

_ Katherine nunca falou isso para a Raven? - Ally negou rapidamente.

_ Kath pediu que em hipóteses alguma Rea não pode saber disso! - pediu como súplica para mim que seguro sua mão.

_ Não se preocupe da minha boca nada sairá! - Ally parecia aliviada com minhas palavras. _ Mas agora tenho que que ter uma prova que você tem mesmo a direito a guarda das crianças para mostrar a um juiz.

_ Não vai ser preciso isso! - olhei pra ela franzindo o cenho. _ Bonnie praticamente já tem meu nome na certidão de nascimento.

_ Ah, mas aí fica mais fácil...

_ É, mas tem a parte do testamento, cargo de de CEO na empresa Pierce que vai ficar nas mãos dos acionistas até ela se formar na faculdade. Eu não posso resolver nada do tipo por que tenho que cuidar da Bonnie, fazer Rae ir para Miami sem que metade de Londres saiba, ela é a herdeira de metade das empresas de publicidades. E no testamento que Katherine fez antes de morrer de câncer ela deixou claro que a filha seria a próxima CEO da Pierce's Industry. - minha amiga estava tão acabada que decidi acabar com a conversa dizendo que faria tudo que estivesse ao meu alcance.

Antes do jantar Allyson me entregou alguns papéis com documentos da falecida namorada entre outras coisa, jantamos em silêncio sem um mísero som a não ser dos talheres no prato. Raven parecia em seu mundo e quando todas foram para seu respectivos quarto notei que a garota se aproximou de mais velha beijou a testa da mesma e disse boa noite.

Pelo menos a garota respeitava Allyson e isso era uma batalha a menos. No quarto que fiquei comecei a ler alguns documentos e a cópia do testamento que ficou com Ally por que a primeira estava com o advogado que era braço direito de Katherine.

Katherine Pierce era uma Christian Grey dos negócios em Londres e acabava de deixar um patrimônio de bilhões de dólares para a filha mais velha que só tomaria conta quando tivesse seu diplomas de administração em mãos.

_ Pelo jeito teria que ficar em Londres por algumas semanas.

Uma semana depois eu estava exausta e com tudo em seu devido lugar, Rea era mais inteligente que pensei, a garota sabia de coisa da empresa que fiquei de queixo caído quando ela pediu para o braços direito de sua mãe ficar no seu lugar enquanto ela terminava o ensino médio, que faltava um ano e depois voltaria para Londres para fazer a faculdade. Depois disso fomos direto para o aeroporto onde encontramos Ally e Bonnie, a adolescente estava um pouco relutante em ir para outro país que não conhecia ninguém e deixou claro que estava indo contra sua vontade, mesmo assim não deixava de ser educada.

Quando chegamos em Miami as levei para meu apartamento, não deixaria elas ficarem morando com Ally, a mulher não sabia nem fazer ovo cozido, eu por outro lado sei fazer algumas coisa. Ainda tomei algumas decisões que fizeram Ally me agradecer como arrumar uma escola para Raven terminar o terceiro ano. Nunca tinha sido tão responsável na minha vida a não ser com meu trabalho, isso estava me deixando orgulhosa de mim mesma.

                                         

Havia acabado de chegar do meu trabalho quando passei pelo grande banheiro do corredor e me deparo com Ally tentando dar banho na pequena criaturinha que gritava quando a mais velha lavava seus cabelos. Elas conversavam agitadas e a loira dava risada com a garotinha sorri e fui para meu quarto tomar meu banho e descansar. Na hora de fazer o jantar eu fui para cozinha e me deparei com Ally com a pequena no colo enquanto falava no telefone. Ela conversava com o pai, Sr. Wood não quis dar atenção na conversa apenas estendi as mãos para pegar a pequena BonBon que bateu as mãozinhas.

_ Vem ajudar a tia fazer o jantar? - a pequena sorriu e abraço meu pescoço.

Ally deixou a cozinha ainda falando no telefone, mas quando pensei que ficaria sozinha Rea apareceu na cozinha fazendo a irmãzinha soltar um gritinho agudo. Olhei pra mesma que estava toda vestida de preto e soltou as chaves encima do balcão.

_ Você saiu? - perguntei como se fosse a mãe dela, isso havia acontecido muito nesse tempo que estávamos convivendo.

_ Sim, e peguei a sua moto emprestada. - abri a boca em total descrença. _ Não se preocupe ela está intacta e de tanque cheio, só queria conhecer a cidade...

_ Eu te disse que podia te apresentar minhas sobrinhas para não se sentir sozinha e ainda te matriculei em uma escola para não se sentir sozinha. Você deveria frequentar invés de pilotar minha moto sem minha permissão. - ela ergueu as sobrancelhas.

_ Minha mãe morreu a três semanas não preciso de outra, Ally já faz esse papel! - disse em um tom gélido e deixou a cozinha com a pequena nos braços.

E eu fiquei com cara de cu por que não sabia o por que de fazer com ela assim. Suspirei e dei início no jantar, eu realmente não queria ter filhos.

Ser tia já é demais pra mim.

_ Meu pai quer minha presença na festa de aniversário dele daqui a duas semanas. - olhei para Ally que entrou na cozinha e pegou uma taça do armário e depois o vinho na estante ao lado da geladeira.

_ E você vai? - ouvi ela sua risada.

_ Mas é claro, ele vai ficar chocado quando souber que tem mais netos além dos Danvers Luthor.

_ Você não contou? - olhei para ela que negou.

_ Vai ser um presente de aniversário em tanto! - sorriu novamente e eu neguei com a cabeça.

Era bom ver minha amiga sorrindo para outra pessoa além de Rae e Bon, ela havia passado por uma barra e acho que se não fosse minha ajuda ela estaria em Londres ainda.

...

Uma semana depois as coisas estavam tomando um rumo certo Ally conseguiu voltar a trabalhar em seu antigo emprego e eu estava trabalhando para os Montezs. Havia aceitado o trabalho e estava mais cheia de trabalho que o normal, Raven se recusava ir a escola então demos mais tempo a ela que cuidava da irmã.

Agora estava saindo de casa um pouco mais cedo para tomar café no Starbucks da esquina, tinha acabado o café em casa e isso me fez vir tomar no estabelecimento. Fiz meu pedido e sentei na primeira mesa que perto da entrada e devorei sem pressa olhando o noticiário na tevê que tinha em um suporte virada para os clientes.

_ Veronica? - sabe quando alguém fala seu nome como vontade saboreando todas as letras e aquilo te arrepia?

Então senti isso quando procurei pela voz e vejo a moça, ou melhor, a mulher do acidente. Ela era realmente linda e sorria pra mim como se fosse a melhor coisa que tinha visto naquela manhã. E eu senti uma vontade tão grande de que ela voltasse a falar para que eu pudesse ouvir mais aquela voz, sorri e pedi para que ela sentasse ao meu lado. Eu fiquei a olhando por alguns segundos e vi que ela não tinha mais os pequenos machucados no rosto, o cabelo estava preso em um coque e tinha um brilho no olhar.

A última vez que a vi foi quando deixei Dean na casa dela e depois de trocar algumas palavras disse que iria embora, mas antes prometi que tomaria um café quando ela melhorasse. E agora ela estava sentada ao meu lado com um copo de café grande.

_ Quanto tempo! Como tem passado? - falamos ao mesmo tempo arrancando risadas de nós duas.

_ Você primeiro... - disse sem parar de sorrir.

_ Estou bem e você? Depois daquele dia você simplesmente sumiu e não cumpriu a promessa do café. - ela cobrou e eu senti meu rosto ficar quente.

_ Me desculpe, meus últimos dias foram uma loucura e acabei viajando a trabalho que me ocupou muito e quando voltei fui contratada em um novo emprego. Eu te ligaria, mas não tenho seu número. - e derretendo eu queria esclarecer o que tinha acontecido comigo para que ela não entendesse nada mal.

_ Não seja por isso. - ela deixou o café em cima da mesa. _ Posso? - apontou para meu celular e eu apenas assenti. _ Agora você vai ter meu número... - disse digitando no meu celular e depois o colocando na orelha para segundos depois o celular dela tocar em sua bolsa. _ E eu tenho o seu. - sorri tanto que sentia minha bochecha doerem.

_ Com certeza irei ligar! - disse quando ela me deixou o celular em cima da mesa. _ E o Dean?

_ Está bem... - ela foi interrompida por um toque estranho parecia algo como sirenes de ambulância. _ Mil desculpas, mas tenho que ir! - levantou me fazendo seguir-la.

_ Oh, tudo bem. Ahn... A gente se fala outro dia, agora você pode me ligar quando quiser... - sorri de novo sentindo um incômodo no estômago.

_ Ligo sim, tchau! - ela saiu em passos rápidos enquanto atendia a ligação e eu fiquei ali em pé a vendo sair do Starbucks como um bocó.

Não demorei muito para votar a realidade meu celular alertou que eu estava atrasada alguns minutos. Mas não o suficiente para perder meu emprego, quando cheguei na empresa fui logo para minha sala onde já tinha alguns contratos para serem analisados o que levou algumas horas, e quando peguei o último a porta da minha sala foi aberta por ninguém menos que a senhora Lívia Montez.

_ Srta. Iglesias. - meus olhos acompanharam seus movimentos quando ela trancou a porta com uma pequena chave e jogou em cima da minha mesa.

_ Em... que posso ajudar Sra.Montez! - engoli em seco quando ela começou a andar em minha direção e sorriu cafajeste até chegar ao meu lado e puxar minha cadeira.

_ Fiquei sabendo que chegou alguns minutos atrasado essa manhã, é verdade? - arregalou meu olhos quando ela desabotoou três botões da camisa social preta e o sutiã de renda apareceu.

_ Eu...

_ Shhhiii... - ela colocou o indicador na minha boca e se curvou mostrando como seus seios estavam apertados naquele maldito sutiã. _ Acho que você precisa prestar esclarecimentos para sua chefe.

A mulher terminou de falar e a saia que usava caiu em seus pés e logo sentou em meu colo me pegando de surpresa e totalmente em choque quando me puxou para um beijo enfurecido.

Uma coisa que pensei foi o que acontece dentro da sala fica dentro da sala.         

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