2x18
Mães De Novo
Pov - Lena
_ POR QUE VOCÊ NÃO AVISOU A GENTE? - gritei fazendo o senhor a minha frente negar com a cabeça e tomar uma postura rígida e enrijecer o maxilar.
_ Fale baixo, sua mãe está na cozinha e pode ouvir seus gritos, Lena! - me repreende.
Tentei me controlar, mas era impossível. Havia saído de casa antes do almoço mentindo para Kara que iria ao hospital resolver algumas pendências. Mas na verdade vim direto a casa de meu pai e recebo uma notícia que não imaginava nem em mil anos esperaria ouvir.
_ Desculpe... - sentei na cadeira em frente de sua mesa. _ Estou nervosa!
Estava bem preocupada com essa aparição de Chris, nem sei como deixei Mel e Sam saírem ontem e a única coisa que me fez esquecer a ligação foi as investidas insaciáveis e horas de sexo com minha mulher noite passada.
Quando acordei essa manhã fiz café da manhã, arrumei algumas coisas, ainda recebi mensagens de Vero pedindo almoço, minha amiga realmente me deixava preocupada as vezes pelo seu modo de viver. Quando todos levantaram já estava pronta para sair, mas quando abri a porta me deparei com um garoto, Dean. Ele estava com olheiras, abatido, olhos vermelhos e um curativo na sobrancelha e chorando como um garotinho desesperado chamou atenção da casa toda. Coloquei ele para dentro e o examinei sobre os olhos atentos de Mel e kara que ouviam o que ele falava atentas. Não fiquei muito tempo com eles por que tive que sair rapidamente e vir para casa de meu pai.
Onde o senhor Mike Luthor me recebeu sério e como sempre com postura de delegado rígido, depois de ter uma conversa com minha mãe, ele pediu para que o seguisse-o até seu escritório onde recebi a notícia. Christopher wood fugiu da penitenciária depois de uma rebelião de presos a dois meses. Ele ainda ainda feriu seu parceiro de cela chamado Zayn Malik por impedi-lo de fugir.
_ Quem mais sabe dessa fuga? - encarei meu pai. _ Os Wood sabem? - ele coçou a barba e negou com a cabeça.
_ Eu pedi sigilo para o diretor do presídio, ele abafou o caso e disse para mídia que os presos estavam só queriam regalias que um presídio não poderia oferecer. - fez uma pausa para ligar seu notebook. _ Pedi pra os delegados das cidades vizinhas ficarem de olho, eles têm ordens de pega-lo e levar para a delegacia mais próxima e depois me contatar. Filha, ele não vai chegar perto de vocês. - sorri em desdém.
_ Da última vez ele pegou minhas filhas e quase consegui me matar. - ele assentiu e começou a digitar algo em seu computador. _ Eu tenho uma famílias maior agora e isso só me deixa mais preocupadas.
Estava com medo, preocupada e o estresse me deixava muito desconcertada, eu não falava nada com nada e isso seria notado por kara.
_ Você tem porte de arma, sabe atira e ainda teve aulas de defesa pessoal. - franzi o cenho. Como ele sabia daquilo? _ Eu sei das aulas por que Winn o meu amigo mais velho naquele departamento me contou sobre seu desempenho a alguns anos atrás.
_ Foram só uns meses, eu parei por porque estava me roubando tempo de ficar com kara quando Enzo nasceu.
_ Mas você sabe se defender! - ele me repreende novamente. _ Agora quero que me traga o seu celular de kara e de minhas netas. Na segunda vou mandar uma equipe para estalar um aplicativo em seus computadores. A casa está segura com câmeras e o sistema de alarme é o melhor do país, a casa de vocês é a mais segura da vizinhança. - assenti com a cabeça. _ Ele não vai chegar perto de vocês!
Queria que ele estivesse certo, mas não adianta ter uma casa segura sendo que o cretino quer o que tem dentro, minha família.
_ Eu vou confiar muito no senhor pai, mas por favor não esconda mais nada de mim. - ele levantou de sua cadeira e eu fiz o mesmo.
_ Não irei.
...
Depois da conversa com meu pai tive que enfrentar dona Clara e suas perguntas e sermões, ela ficou enfurecida por eu não levar a família para passar o domingo com ela. Mas depois de muitas desculpas e fazer uma promessa que iria estar lá no próximo domingo, ela me deixou ir para casa.
Quando estava chegando em casa e estacionando o carro na entrada da garagem um táxi parou em frente minha casa e uma Vero saí do mesmo com um curativo na sobrancelha. Franzi o cenho por não saber que ela também havia se ferido no acidente, Dean não havia mencionado aquilo.
_ Boa tarde, branquela! - ela disse assim que se aproximou de mim, mas nem liguei apenas olhei para o curativo mal feito em sua sobrancelha.
Não importa quantos anos Vero tenha, ela sempre vai ser uma das minha preocupações. Peguei em sua mão e a puxei para dentro de casa, a enchendo de perguntas a fazendo rir e me chamar de "mãe chata." Passamos pela sala e a mesma estava escura e só tinha iluminação no corredor que levava para a cozinha, ouvimos vozes e fomos para cozinha. Quando adentramos, eu vejo 3 adolescentes, Mel que enfiava um enorme pedaço de pizza na boca, Annie comia e ria e Dean fazia o mesmo e um garotinho devoraram um Pizza entre risadas.
Vero praticamente voou em Enzo enchendo o garoto de beijos fazendo o pequeno se assustar e soltar uma gargalhadas quando viu a tia chamando a atenção dos outros que pararam de rir. Notei que faltava duas pessoas naquela cozinha e se estivesse ali uma estaria brigando pela bagunça de caixa de pizza e a outra estaria brigando com Mel por comer direito.
_ Boa noite, crianças. Onde estão kara e Sam? - pergunto deixando as chaves encima da bancada e indo lavar as mãos coisa que Vero não fez antes de pegar um pedaço de pizza.
_ Mama está dormindo e Sam está no quarto dela.
Kara disse com a boca cheia e eu enxugava minhas mãos em um guardanapo de papel.
_ Eu vou subir dar um beijo nela e volto com algumas coisas para limpar esse curativo mal feito. - minha amiga falou algo indecifrável fazendo as crianças rirem e eu deixei a cozinha.
Entrei no quarto sentindo o ar condicionado congelando tudo que tocava e kara tapada até a cabeça enquanto a TV estava sendo assistida pelas paredes, tirei meus coturnos e sentei a seu lado e a mesma nem se mexeu. Sorri ao ver sua tranquilidade e baixei o suficiente para beijar sua bochecha e o canto de sua boca, ela resmungou um pouquinho e eu tive que sorrir feito "trouxa".
Eu a amo tanto que chega até ser sufocante quando penso que estou exagerando, nesses quase 6 anos de casadas só tivemos alguns desentendimentos que foi por que eu quis comprar essa casa sem ajuda dela a mesma quase ameaçou de morte quando falei o valor, brigamos quando eu disse que iria dar uma surra em Alexandria por ela ser tão irresistível de fazer festinhas e encher a cara com apenas 15 anos. Nunca vi kara tão furiosa quando disse que uma surra de chinelo educar mais que palavras.
Dormi três dias na sala por ser "a mãe que quer resolver tudo na base da chinelada." Kara então disse que era melhor trazer nossa filha para casa e dar um castigo severo ao invés de bater em uma adolescente que já tem idade suficiente para odiar a mãe que a bateu. Depois disso não brigamos por nada sério, quer dizer, tem aqueles atrasos no trabalho, compromisso que deixamos passar ou esquecemos por que temos os plantões e duas adolescentes e o "toquinho" Enzo pra nos preocupar, mas fora isso está tudo bem.
Mas eu queria mais filhos, só que kara não queria por enquanto então...
_ Você está fazendo aquela cara! - sorri quando vejo que ela se aproxima de mim com os olhos semi-abertos.
_ Que cara? - perguntei a fazendo olhar pra mim e dar ombros. Soltei uma risadinha por seu jeito e me aproximei mais para beijar seus lábios lentamente.
Mas ela não quis ir com calma quando suas mãos me puxaram pela nuca e uma foi para meus cabelos onde deu um leve puxão e enfiou a língua em minha boca, fiquei tão entregue que soltei um gemido quando ela sugou lentamente minha língua. Meu corpo se arrepiou com a intensidade do beijo, ela me puxou para deitar sobre ela por alguns segundos para depois inverter nossas posições sentando sobre meu quadril e rebolou sem parar de me beijar. Eu estava tão extasiada que segurei seja cintura com força e me entregava a seus beijos viciantes. Minhas mãos começaram a ganhar vida e apertei sua bunda e depois subi uma mão por dentro da camisa e apertando seu seio sem sutiã. Ela gemeu em minha boca e rebolou mais um pouco, mas parou do nada me fazendo abrir os olhos frustrada.
_ As crianças estão em casa! - soltei uma lufada de ar e fechei os olhos com força por sentir meu pau latejando embaixo da cueca de compressão.
Kara sentou em meu quadril e eu abri os olhos a pegando com o olhar na porta que estava fechada, lembrei de uma regra da casa: se a porta do quarto das mães estiver fechada só pode entrar depois de bater e pedir para entrar se a resposta foi não nem insista.
Ela voltou a me olhar e sorriu muito maliciosa que senti meu pau ficar mais duro que o normal. Okay, ela vai ligar o foda-se!
Ela começou a desabotoar a camisa e meu sorriso quase rasgou a bochechas quando enxerguei seus seios, sentei na cama ajudando ela a tirar aquele pedaço de trapo e logo ataquei seus lábios e abraçando seus corpo a beijando com vontade. Desci para seu pescoço beijando com certa fome, chupe seu colo com vontade e apertando suas coxas com força, ela gemeu e a suas unhas se enfiaram em meus ombros. Kara arrastou suas mãos até meu pescoço e enfiarem no meu cabelo puxando para voltasse a beijar seus lábios, nossos beijos eram molhados, com mordidas, e aquela chupada na língua era uma delícia.
_ MÃE, TIA VERO E O DEAN ESTÃO INDO. - paramos imediatamente o beijo quando Mel gritou em plenos pulmões do andar de baixo. _ MANHEEEE!!!
Kara que tinha meu lábio inferior entre seus parou e saiu de meu colo me deixando com um volume enorme entre as pernas. Eu a encarei indignada e a mesma bicou meus lábios e me puxando para levantar da cama.
_ A gente termina isso mais tarde! - disse quando fiquei de pé e sumiu para dentro do closet.
Nunca senti tanta vontade de matar alguém, quanto estava querendo agora. Fui ao banheiro para ajeitar meu amigo e lavar o rosto. E comecei a procurar o que tinha indo buscar, a maleta de primeiro socorros, não achava em lugar nenhum. Comecei a abrir as gavetas da pia até que abro a de kara, eu nunca fazia aquilo sem sua permissão, mas quando fui fechar vi três testes de gravidez e franzi o cenho abrindo mais a gaveta vi seus anticoncepcionais e pacotes de absorventes que estavam fechados e mais ao fundo um teste de gravidez antigo.
Eu estava tentando entender o por que dela ter escondido aquilo, pegou os testes novos e assim que os viro vejo que estavam usados e com a indicação de duas barras e o tempo de gravidez 3 semana. Meus olhos já estavam em lágrimas de felicidade, minha mulher está grávida!
Eu estou me sentindo tão feliz e não estou me importando com o que aconteceu na manhã de ontem. Deus, minha mulher está grávida do meu quarto filho ou filha... Os testes que estavam em minhas mãos me faziam sorrir e chorar ao mesmo tempo e eu só pensava em sair e pegar kara em meus braços e beija-la.
_ Amor! - levo um susto e os testes caem de minhas mãos dentro da pia quando ela aparece na porta do banheiro. _ O que...
_ Vamos ser mães de novo? - minha voz saiu falha.
Fui até a mesma que se assustou com minha súbita aproximação para beijar seu rosto e abraçar seu corpo. Kara enfiou o rosto em meu pescoço e logo senti seu corpo tremer e um choro baixinho começou, fiquei preocupada e a perguntei o por que do choro.
_ Eu estou feliz, Le. Só queria fazer uma surpresa pra você! - sorri e beijei sua testa.
_ Você fez, amor. Você fez!
Estávamos parecendo duas babonas no banheiro e a lembrança dela contando que estava Grávida do Lu veio em minha cabeça como se fosse ontem. Não sei quanto tempo ficamos abraçadas dentro daquele banheiro, mas do nada eu me ajoelhei e levantei a camisa que ela usava.
_ Ei, garotinha...
_ Como sabe que vai ser ela e não ele? - ela me interrompe fazendo carinho meus cabelos.
_ Eu não sei, apenas veio em minha cabeça que vai ser uma linda garotinha com traços latinos e lindos olhos chocolate. - beijei sua barriga.
_ Se é o que você está dizendo, quem sou eu para dizer o contrário?
_ Minha esposa linda e gostosa que vai me dar mais uma garoti...
_ Mães? - fui interrompida novamente, mas dessa vez por um pequeno serzinho que apareceu na porta do banheiro com uma cara de confusão quando nos viu chorando, ele era o único que adentrava nosso quarto sem bater na porta. _ Por que tão chorando? - o mesmo fez um bico enorme e seus olhos começa a encher de lágrimas.
Kara imediatamente foi até o mesmo para acalma-lo e explicar o que estava acontecendo não entrando em detalhes sobre a gravidez e sim que estava pensando trazer um irmãozinho pra ele. Quando saímos do quarto chamei Vero para examinar o ferimento na sobrancelha e quase tive um pt com o relaxamento daquele curativo, esses médicos que ficam de plantão ultimamente são tão desleixados.
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