2x13
Ele...
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Pov - Lena
_ Alô! - silêncio totalmente do outro lado da linha a não ser uma respiração.
Alguém estava respirando ofegante e não falava nada só parecia quer ouvir minha voz.
_ Alô, quem está ligando para minha esposa e não… - a pessoa desligou na minha cara.
Olhei para o identificador de chamadas e estava indicando com número desconhecido deu ombros e bloqueio a tela do celular e coloco no bolso da minha calça e volto para cozinha e sento no banquinho perto da bancada enquanto ouvia as baboseira de Vero e Alex que estavam levemente alcoolizadas. Kelly e kara estava mais a frente lavando a louça e conversavam aos sussuros e risos contidos. Senti meu celular vibrar no bolso do moletom e o tirei para ver que era e apareceu "número desconhecido." Estranhando aqui resolvi aprender.
_ Acho que agora que estou de volta, você pode se retirar do meu lugar de direito. Até mais Luthor! - engoli em seco quando ouvi a voz grossa e fria do homem do outro lado da linha.
Meus batimentos cardíacos subiram bastante e fiquei mais pálida que o normal e uma fisgada dolorosa apareceu no meu ombros.
CHRISTOPHER!
Ele saiu da prisão?
Quando?
Por que?
E que dia?
Eu tenho que ver isso com alguém...
Minha respiração ficou acertada e logo olhei para o celular lembrando do meus pai, ele deve saber o que devo fazer. Chris havia pegou uma pena de anos no julgamento. Ele perdeu o direito em muitas coisa e uma delas foi chegar perto ou ligar para qualquer um que fosse próximo de Kara. E se Mel ou kara quisessem ter algum contato com ele seria por meio de uma visita a cada três meses com vigência. Isso foi tudo que consegui depois dele fazer o que fez com minhas filhas e comigo. Mas isso não vinha ao caso agora e sim, como ele conseguiu nossos números? Será que ele tinha nossos endereços, ou sabia onde eram a escola das meninas?
Deus, eu já estou surtando! Tenho que ir até a casa de meu pai ainda hoje.
_ Amor, está tudo bem? Quem estava ligando? - kara pergunta assim que nota minha presença.
_ Era engano. - digo levantando do banquinho. _ Eu vou subir um pouco, estou sentindo um pequeno incômodo no meu ombro.
Não espero sua resposta e fui para nosso quarto, passando direto ao closet afastei minhas roupas e coloquei a palma da minha mão na parede onde um escaneamento vermelho fraco aparece e uma pequena gaveta saiu da parede e mostrou duas Glock com munição. Kara nem sonha que tenho isso dentro de casa ainda mais onde ela troca de roupas, eu tenho porte de arma infelizmente.
Isso não me deixa feliz mas é uma preocupação. Mel está na aula de defesa pessoal a mais de três anos sem saber o motivo certo de eu insistir por aquilo, eu fiz algumas de boxe por um ano sem kara saber, não sei como consegui, mas os horários do hospital e o período de licença a maternidade dela ajudaram nessa minha fulga. Voltei minha atenção para a arma e a conferi se estava travada e carregada.
_ Amor... - coloquei a arma no lugar e fechei a gaveta colocando a palma da mão encima para o bloqueio total e arrumei minhas roupas. _ Onde você está? - retiro meu moletom e faço uma careta ao sentir meu ombro.
_ Aqui! - digo saindo do closet só de regata. Estava tentando disfarçar meu nervosismo sorrindo. Mas não fiz contato visual e fui no banheiro pegar um gel para massagem.
_ Você está tensa e não diga que não é nada. - ela disse parando na porta do banheiro barrando minha passagem. _ Le… - ela espalma suas mão em meu abdômen me fazendo olhar para ela que esperou uma resposta.
_ É só uma dorzinha no meu ombro, olha! - faço movimentos com o braço. _ Ainda posso mexer… - paro de falar quando sinto uma fisgada no mesmo.
Kara imediatamente pega o pote de gel massageador de minha mão e me puxa para sentar na nossa cama. Ela sempre se preocupava quando eu sentia dores no meu ombro, minha fisioterapia foi longa por que a bala atingiu um ligamento e toda vez que faço algum movimento brusco eu sinto dores, ou até mesmo tenho sonhos loucos que afetam meu psicológico acabo sentindo dor. Kara senta em meu colo e tira minha camiseta me deixando só de top, ela parecia nervosa.
_ Não precisa ficar preocupada! - ela me olhou e negou com a cabeça. Acompanhei seus movimentos até ela começar a passar o gel no meu ombro.
_ Você mentiu pra mim na frente de nossas amigas é claro que tenho que ficar preocupada. - ela parecia brava, uma coisa que ela odiava era quando eu mentia na frente de nossos amigos, por mais que fosse algo muito importante. Ela pedia que me chamasse para conversar e não saísse do nada inventando qualquer coisa. _ Você estava tão bem e foi atender meu celular e ficou assim, alguém que você não goste ligou pra mim? E você não gostou... - ela estava ficando bem nervosa mesmo.
_ Não foi nada disso, olha! - peguei seu celular do meu bolso esquerdo mostrando número desconhecido. _ É um número desconhecido e foi uma ligação no meu celular que me deixou assim.
_ Quem era? - engoli em seco. Eu teria que mentir na cara dura, não quero preocupa- lá com assunto Chris.
_ Minha mãe, ela quer me ver no hospital amanhã o mais cedo possível. - ela suspirou cansada e assentindo. _ Posso te dar uma beijinho? - desvio do assunto.
Kara negou me fazendo rir e então segurei pela cintura a trazendo para mais perto de mim e pressiono nossos lábios.
_ Te... Amo... - falei entre os beijos e depois comecei uma série de beijos pelo seu rosto a fazendo soltar uma gargalhada.
_ Também te amo. - falou abraçando meu pescoço e beijou meu ombro.
_ Mãe, a senhora pode me emprestar aquela jaqueta.. - Mel entrou no quarto mas logo parou quando nos viu e fechou os olhos. _ Mil desculpas, mas é que a porta estava aberta. - ela saiu do quarto e fechou a porta.
_ Pode entrar filha não estava acontecendo nada… - kara fala um pouco auto. _ Eu vou terminar de arrumar a cozinha com a Kelly depois eu venho ver como está esse ombro. - assenti e ela me beijou mais uma vez e desceu do meu colo.
Quando a saiu do quarto vesti minha camiseta e Mel entrou no quarto.
_ A senhora está bem?
_ Sim, foi só um mal jeito no ombro. - sentei corretamente na cama e me apoio na cabeceira da cama. _ O que você queria?
Melissa olhou pra mim e depois desviou o olhar e foi até minha mesa de papelada que estáva no canto do quarto por que no escritório do fim do corredor, eu queria fazer algo naquele lugar, só não sabia o que ainda.
_ Eu queria pedir algo... - franzi o cenho e observo minha filha que parecia um pouco receosa no que iria pedir.
Mas algo que envolve sábado a noite, carro, festa e Sam sair do castigo.
_ Me empresta sua jaqueta de couro, o carro e autoriza minha saída e de Sam para uma festa? - ela falou em um fôlego só. _ Você pode escolher a hora da volta... - ela se calou e fechou os olhos quando percebeu que falou de mais.
Ela não gosta quando eu escolhia a hora de chegar em casa, eu poderia deixar elas irem na festa, mas depois dessa ligação eu não sabia se deixava.
_ 01:30... _ 3:00…
_ 02:50 e não se fala mais nisso pode pegar minha jaqueta! - ela bufou derrotada e vem até onde eu estava estendendo a mão pra mim que seguro com força.
Ela franziu o cenho, mas quando eu apertei com mais força ela baixou os ombros e engoliu em seco.
_ Um arranhão, ou alguém chegar bêbada, ou em coma alcoólico. Vocês vão se ver com a sua mãe e não tem Mãe Le. Certo? - ela balança a cabeça rapidamente e eu solto a mão dela.
_ Mão pesada! - ela resmunga quando entra no closet.
_ O que disse? - questionei com a voz mais séria possível.
Mas louca pra rir da cara que ela fez quando saiu do closet com minha jaqueta em mãos.
_ Eu disse, muito obrigada!
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