☆Nᴀᴛɪᴇsᴇ☆ ✓ 𝐔𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐚𝐢 𝐍𝐞𝐝 𝐃𝐞𝐬𝐭𝐢𝐧𝐚𝐭𝐢𝐨𝐧
Vinte e seis ✓
[Fantic do dia 6/2020]
Obra original de umas das minhas autoras preferidas JulieteBs
-- As meninas ainda estão dormindo... -- Natálie alertou, mordiscando o lóbulo da orelha de Priscilla enquanto seus braços cincurdavam o corpo nu da garota. As duas haviam decidido tomar banho nuas em um rio no Novo México pela manhã.
-- Pare de ser safada assim. -- Priscilla disse rindo, chupando o lábio inferior de Natálie. -- Eu já disse que não.
-- Chata! -- Natálie disse colocando um bico adorável em seus lábios.
-- Imagina se uma bactéria ou bichinho entra em mim bem na hora. -- Priscilla disse, realmente temerosa. Natálie gargalhou alto ao ouvir aquilo.
-- Não acredito, Priscilla Michelle!
-- Não ria de mim. -- Priscilla exigiu, jogando água no rosto de Natálie ao se afastar.
-- Você está falando sério que está negando uma deliciosa transa matinal por medo bobo? -- Natálie ainda ria.
-- Não é bobo. As pessoas costumam fazer xixi nessas águas. Se fossem limpas o suficiente beberíamos dela. -- Priscilla disse cruzando seus braços. -- Então você não vai enfiar seus dedos tarados dentro de mim enquanto estivermos nessa água e não permitirei que a sua vagina se contamine. Depois eu não poderei desfrutar, caso aconteça.
-- Priscilla... -- Natálie não aguentava de tanto rir. Priscilla estava realmente aferrada a tal ideia, o que fez Natálie achar muito fofo seu jeitinho medroso.
-- Não ria! -- Ela repetiu seriamente, jogando mais água em Natálie.
-- Certo, certo! -- Natálie disse erguendo as duas mãos no ar, rendida. -- Coisa linda. -- Ela murmurou mordendo seu lábio inferior ao se aproximar e tocar seus lábios nos de Priscilla.
-- Você. -- Priscilla sussurrou de volta, tendo seus lábios ainda sobre os de Natálie enquanto seus braços se entrelaçam ao redor do pescoço da menor e o beijo se tornava mais profundo.
-- Hey... -- Natálie chamou baixinho, tirando Priscilla de suas lembranças e fazendo uma força extra para conseguir subir no topo do caminhão sem a ajuda da maior. -- Atrapalho?
-- Não. -- A maior respondeu. A garota tinha suas duas mãos embaixo de sua cabeça e estava deitada sobre a lataria do veículo enquanto tentava admirar as estrelas no céu escuro. Estava prestes a chover, o que fazia de sua tarefa algo bem mais custoso.
-- No que estava pensando? -- Natálie perguntou, se ajeitando, ainda sentada, ao lado de Priscilla.
-- Umas coisas do trabalho. -- Mentiu.
-- Oh... -- Natálie disse encarando o rosto da maior. -- E o trabalho sempre te faz sorrir tristemente?
-- Priscilla suspirou, todavia, nada respondeu. -- Por que saiu daquele jeito?
-- Emma está com um humor muito bom, isso me irrita. -- Priscilla disse séria.
-- O fato de amanhã chegarmos não modificou em nada seu humor?
-- Natálie perguntou, tendo certeza que sim. O silêncio era interrompido apenas pelo barulho dos grilos e do balançar de algumas folhas das árvores mais próximas.
Era a última noite de viagem das garotas antes de chegarem ao famoso e tão esperado - Nem tanto assim para algumas - destino: San Diego, Califórnia. Mas, infelizmente, o transcorrer dos doze dias -- Sim, doze, Natálie no hospital somado às paradas para jantar e outras aleatórias fez dez dias virarem doze. -- não favoreceu as duas garotas, pois elas já se encontravam no Arizona, fronteira com Califórnia.
-- O que você acha? -- Priscilla perguntou sem olhar para Natálie. As outras três ainda estavam na parte da frente, embaixo, afinal, haviam decidido comemorar o último dia com Natálie e após algum tempo Priscilla pediu licença, dizendo que iria ir tomar um ar. Natálie esperou, mas uma hora depois ela decidiu ir checar se a garota estava bem.
-- Posso me deitar ao seu lado ou você prefere que eu desça para que fique sozinha? -- Natálie perguntou cautelosamente. As orbes castanha pela primeira vez se desviaram para a figura ao seu lado. Estava com um short, apesar de estar bastante frio, e uma blusa xadrez verde. Cabelos soltos como de costume e tinha uma mão apoiada na lataria do caminhão.
-- Gosta de ver estrelas? -- Priscilla perguntou solenemente, ignorando a pergunta de Natálie.
-- Oh, eu adoro. Principalmente com você. -- Natálie respondeu de forma maliciosa, rindo após proferir tais palavras. Sua fala arrancou uma risada fraca de Priscilla, que retirou o braço direito debaixo de sua cabeça e o esticou para Natálie.
-- Eu falo sério, Natálie. -- Ela disse e Natálie assentiu, olhando para o céu e vendo que não dava para ver estrela alguma.
-- Desculpe. -- Pediu, soltando uma risada doce. -- Eu amo ver as estrelas. Principalmente se for com você. -- Ela disse, sem malícia dessa vez; o tom havia saído sério e a intensidade no olhar de Natálie enquanto olhava no fundo dos olhos da maior comprovavam que o que dizia era livre de brincadeiras.
O pequeno corpo se acomodou no vão do braço de Priscilla, não obstante, Natálie não se deitou de vez; ela usou seu braço esquerdo para apoiar o peso de seu corpo enquanto sua mão direita foi para o rosto de Priscilla.
-- Essa foi a coisa mais casual que eu tive na minha vida. -- Priscilla disse, sentindo a pele macia dos dedos de Natálie acariciarem seu rosto. -- Aliás, essa foi a única coisa casual que eu tive e eu vou manter isso assim, porque dessa forma, mesmo casual, você ainda se torna única.
Natálie sorriu tristemente ante às palavras de Priscilla e se inclinou, depositando um beijo gentil no canto dos lábios da garota.
-- Você é a mulher mais doce que eu conheci. -- Natálie disse pincelando a vértice de seu nariz pelo rosto de Priscilla em uma carícia. -- Não se esconda por trás do personagem grosseiro e rude.
-- Certo. -- Priscilla disse, sentindo os primeiros pingos de chuva começarem a tocar a lataria do veículo e seu rosto. -- Naty, está chovendo. -- Priscilla falou ao sentir Natálie afundar seu rosto no pescoço de Priscilla.
-- Sim. Fica aqui comigo um pouquinho? -- Natálie pediu com a voz ligeiramente embargada e Priscilla assentiu, sentindo um horrível nó se formar em sua garganta.
-- Fico. -- A voz saiu falhada e baixa, arranhando a garganta da maior. O silêncio se instalou e a chuva não caía tão forte, eram gotas geladas, porém fracas. Natálie envolveu o corpo de Priscilla em um abraço e respirou fundo.
-- Nosso primeiro beijo foi na chuva. -- Natálie proferiu baixinho, inalando o cheiro natural do pescoço de Priscilla.
-- Valeu a pena ter passado aquele frio. -- Priscilla disse rindo fraco.
-- Valeu a pena ter pegado aquela gripe. -- Natálie disse, levantando o rosto e fitando Priscilla nos olhos.
-- Valeu a pena ter te dado carona.
-- Valeu a pena ter te beijado. -- Natálie retrucou.
-- Valeu a...
-- Shhh... -- Natálie proferiu, engolindo em seco, para então colar seus lábios nos de Priscilla.
A chuva se intensificou, mas nenhuma das duas se moveu dali. Se beijaram com intensidade, com leveza, com paixão. As gotas frias encharcaram ambas as garotas e Priscilla sentiu seu coração se comprimir ao sentir um gota quente.
O beijo foi interrompido por um soluço baixo de Natálie, mas nenhuma das duas se atreveu a dizer nada. Natálie apenas se aconchegou mais no calor do corpo de Priscilla enquanto afundava a cabeça na curva de seu pescoço e chorava sem pudor. Já Priscilla... Bem, ela abraçou Natálie fortemente, como se segurasse a coisa mais valiosa do mundo em seus braços e derrubou uma ou duas lágrimas, no máximo. Queria chorar, mas chorar era aceitar que sua teoria do início estava correta: Ela se apegava fácil demais.
Quem se apaixonaria em doze dias, por Deus? Não precisava ser muito esperto para responder essa questão, bastava ver dois corações partidos em cima do teto do caminhão que saberiam: Ambas haviam se apaixonado.
----------------------------
Editei ouvindo Consequences.😢😭
Até a próxima. ❤
Bạn đang đọc truyện trên: ZingTruyen.Xyz